Dois golaços! E foi tudo.

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press
Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Dois belos gols definiram o placar dos dois clássicos nos extremos da tabela.

No Morumbi, Maicon desferiu de fora da área um tiro certeiro no ângulo, em bola que lhe rolou Ganso. O mesmo Ganso que, mais tarde, colocaria Pato na cara do gol, em vão, pois a bola tocada pelo artilheiro saiu raspando o poste.

A bem da verdade, foram esses os dois lances mais perigosos criados pelo Tricolor diante do Furacão nesta noite de quarta-feira.

No sentido contrário, houve uma defesa de Rogério Ceni, em finalização de Badyr, que me remeteu aos anos 60 na sala do Luiz Carlos Barreto, o Barretão, quando da exibição do documentário Garrincha, Alegria do Povo. Ainda ouço Newton Santos, a Enciclopédia, sentenciando: “O jogador só envelhece quando perde os reflexos”.

Se assim é, Rogério, aos 41 anos de idade e já se despedindo dos campos, não passa de um garotinho imberbe.

Já que estamos na casa do Barretão, no Rio, vamos aproveitar para dar um pulinho nesse Maracanã que Mané nem viu, mas que esteve a seus pés.

Lá, o seu Botafogo sofre mais uma derrota e carrega, desamparado, a lanterna do campeonato.

E isso se deveu, sobretudo, àquele golaço do Henrique, logo no comecinho do segundo tempo: Valdívia faz um arabesco na quina esquerda da área do Glorioso e serve Henrique, que apara a bola e gira sem olhar, no canto.

Um a zero, tanto pra São Paulo quanto para o Palmeiras. O suficiente para o Tricolor manter-se lá na zona da Libertadores e o Palmeiras, vade retro!, seguir fora das chamas do inferno.

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