
O fato é que o Mosqueteiro afivelou uma sólida retranca e jogou o laço enredando de tal forma a Raposa, que se contorceu toda, virou-se pra cá, pra lá e não conseguiu desatar o nó, mortalmente apertado lá pelos 28 minutos do segundo tempo, quando vacilou no meio de campo e acabou levando o gol de Luciano, depois da arrancada de Petros.
Era aquela única bola pela qual jogam os retranqueiros de plantão, pois as duas que o Cruzeiro conseguiu mandar à meta corintiana, ainda no primeiro tempo, foram aparadas pelo goleiro Cássio.
De resto, o jogo foi uma longa e lenta tentativa dos azuis de romper o sistema defensivo (leia-se, o time todo) alvinegro.
O resultado em si, na verdade, não altera a situação do Cruzeiro, líder disparado do campeonato, mesmo após a derrota. Tampouco ingressa o Corinthians no Clube da Lubertadores, mas o deixa no limiar da porta, com os mesmos pontos do Grêmio, que leva pelo número de vitórias.
Mais do que isso, porém, anima a tropa alvinegra, que, depois de tantos e tantos empates, começa a saborear o prazer de vitórias consecutivas, o que pode resultar em muito mais lá na frente.