
Dois clássicos nacionais marcam a rodada desta quarta à noite nas duas pontas da tabela.
Em Minas, 0 líder absoluto, com ares de bicampeão antecipado, o Cruzeiro, recebe o Corinthians, e no Maracanã, os ameaçados pela queda, Botafogo e Palmeiras, fazem um jogo de vida ou morte.
Raposa e Mosqueteiro sofrem baixas significativas para este jogo. O Cruzeiro não poderá contar com seu arco e sua flecha – Everton Ribeiro, na Seleção, e Ricardo Goulart, machucado -, afora tantos outros desfalques, tipo Júlio Baptista e Dedé, por exemplo. Marcelo Oliveira, porém, poderá escalar, se quiser, o menino Alisson, de tão bom desempenho antes da contusão que o afastou por um tempo dos gramados.
Já o Timão não terá Guerrero, que vem sendo seu principal jogador, além de Gil, o esteio da defesa, e Elias, que ainda não pegou no breu na sua volta ao Parque São Jorge (ainda vale a lembrança). Lodeiro não conta muito, pois mal sai do banco, vez ou outra.
O que dá um certo tempero a esse jogo é o fato de o Corinthians vir de duas vitórias importantes, sobretudo, pela maneira com que as conquistou – jogando bem e com boa disposição ofensiva, uma novidade nesta temporada. Não sei se desfalcado de Guerrero conseguirá manter a mesma toada, diante de um Cruzeiro que tem driblado com certa facilidade os eventuais e inevitáveis desfalques num campeonato tão longo e acirrado.
Tá mais para a Raposa. Mas…
Quanto Botafogo e Palmeiras, a imprevisibilidade é menor.
Ambos atravessam uma dura crise financeira e técnica. O Botafogo, em dobro, é verdade. Mas, o Palmeiras, apesar de ter escapado outro dia da zona de rebaixamento, ainda não deu sinais vigorosos de que será capaz de repetir suas melhores atuações daqui pra frente. Contudo, um dos fatores mais importantes nesse sentido é exatamente a volta de Fernando Prass à meta verde. Não só porque é um goleiro muito melhor, tecnicamente do que os demais do elenco, como exerce forte liderança em todo o grupo.
Com ele, Valdívia e Wesley já mais desenvolto, imagino, o Verdão ganha substância técnica, o que faltou nos momentos mais críticos desta caminhada.
Já o Glorioso anda tão desesperado que Mancini apela para o imponderável. Neste caso, o imponderável tem nome. Chama-se Jobson, aquele atacante de tantos predicados quantos problemas de ordem pessoal.
Quem sabe? Afinal, desde os tempos supersticiosos do saudoso Carlito Rocha, há coisas que só acontecem com o Botafogo, não é mesmo?