A burrice institucionalizada

Causaria indignação se já não estivéssemos anestesiados pela incompetência congênita (pra não dar outras qualificações bem mais pejorativas) dos cartolas que dirigem a CBF, há várias gerações.  Falando em brasileirês claro: a burrice está institucionalizada neste país, assim como a violência e a ignorância, todas irmãs gêmeas, diga-se.

E a CBF alcança o primeiro prêmio desse tétrico concurso. Afinal, teve sete anos para engendrar um calendário decente com vistas ao ano da Copa., e conseguiu fazer essa lambança na última hora. E a CBF é um paradigma de burrice.

Já que não dá um tostão aos clubes que pagam régios salários para os jogadores convocados para a Seleção, um copioso caça-níqueis que enriquece a entidade e os empresários a quem nosso time nacional é alugado, pelo menos, que os poupasse de ter de disputar partidas do Brasileirão sem seus principais jogadores. Perdem os clubes, os torcedores, a tv que desembolsa uma fortuna pela transmissão dos jogos, e a própria joia da coroa do nosso calendário – o Brasileirão.

Até um aluno da escola fundamental sabe que, em datas Fifa – aquelas em que a entidade maior do futebol reserva para jogos das seleções -, os campeonatos nacionais devem ter suas rodadas suspensas. É assim no mundo inteiro, menos no Brasil dos Teixeiras-Marins-Del Neros.

E o pior é que não consigo visualizar em que ponto desse caminho sombrio esses cartolas levam alguma vantagem, pecuniária ou política. Mesmo porque eles também perdem, ao denegrir publicamente as suas imagens e da entidade que dirigem.

Mistério insondável, só explicado pela velha anedota do escorpião que dá a picada mortal no lombo do asno que o carrega em meio à travessia do rio tempestuoso.

– Por que, se você, assim, também morre? – pergunta perplexo o asno.

E o escorpião com ar de desconsolo, responde:

– É da minha natureza.

E vão todos pro brejo, o escorpião, o futebol brasileiro e os asnos que os carregam.

3 comentários

  1. Prezado Alberto Helena,
    Não conheço bem mas, parece que a CBF ao convocar os jogadores, ela arca apenas com o custo de manutenção dos jogadores convocador, ou seja, com a alimentação e hospedagem, além das viagens relativas ao deslocamento do jogador até o local dos treinamentos. Pois bem, os clubes poderiam fazer um movimento, condicionando a cessão do jogador mediante o pagto dos sálários relativos aos dias em que o jogador está sob a responsabilidade da seleção. É bem verdade que, o fato dos jogadores atuarem pela seleção brasileira, já se é uma promoção para esses jogadores e, obviamente, a os clubes e a CBF se beneficiam dessa promoção, pelo menos, dos titulares. Mas, e aqueles que não forem titulares ou não jogarem?
    Enfim, essa cessão de jogadores para a seleção deveria ser objeto de um contrato de direitos e deveres, pois, os jogadores acabam saindo de graça para a CBF, em uma transação que só a CBF ganha e nada paga. Assim, é fácil dirigir uma seleção brasileira. E, infelizmente, os clubes não estão conseguindo gerenciar isso. Mas, acho que os clubes deveriam pensar mais nessa barganha. pois, ela não sai barato para os clubes e muktas vezes, estes acabam saindo no prejuízo.

    Atenciosamente.
    Helio Kuramoto

  2. AHJ , a CBF faz de conta que não sabe,seus diretores e corja que tocam o futebol brasileiro nã querem mexer no que eles estão ganhando. O Dunga não sabe nada de futebol para ser de novo treinador da seleçao,pois já teve sua oportunidade e seu trabalho ( tatico.organização) no campo é um horror.só no futebol é assim ,voce tem um cavalo que trabalha puxando a carroça durante vinte anos e quando aposenta o animal ele vira condutor da carroça….

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