Tricolor, justo e providencial

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Tanta expectativa para muito pouco. Pelo menos, foi a impressão inicial que São Paulo e Cruzeiro nos causavam, com muita marcação, faltinhas de lado a lado e nenhuma chance clara de gol criada.

Isso, porque a Raposa, espertamente, começou o jogo marcando por pressão a partir da intermediária tricolor, que, por consequência, não conseguia sair para o ataque com descortino e eficiência.

E assim foi até os 34 minutos, quando o São Paulo conseguiu, finalmente, executar uma daquelas trocas de passe rápidas que têm marcado sua ascensão no campeonato. Bola mal devolvida pela defesa azul cai nos pés de Ganso, que lança Pato à entrada da área. De Pato a Kardec, que rola por baixo da perna do zagueiro para Ganso entrar pela direita e receber pênalti de Dedé, convertido por Rogério Ceni: 1 a 0.

Bem, a partir daí, o cenário mudou e foi tomando cores tricolores ao longo de todo o segundo tempo, com Kaká movimentando-se muito, Ganso se esmerando nos passes e nos atos refinados de se livrar da marcação – às vezes, tripla -, Pato fustigando, Kardec em solidária participação, e, creiam!, Edson Silva soberano na defesa.

Quem destoava um pouco era Álvaro Pereira, sempre voluntarioso, mas de técnica reduzida, e caminhando sobre o fio da navalha de um cartão fatal a qualquer hora, com seus carrinhos desbocados.

O resultado disso tudo foi um Cruzeiro recatando-se cada vez mais, enquanto o São Paulo acumulava chances de ampliar o placar, duas vezes com Kaká, uma com Pato, uma com Kardec, que, na sequência, de corner cobrado por Ganso, guardou: 2 a 0.

Placar não só justo como muito sugestivo para o prosseguimento do Brasileirão, agora com o São Paulo a quatro pontos do Cruzeiro.

Assim como a vitória do Inter sobre o Botafogo, pelo mesmo placar, ameniza a crise que rondava o Beira-Rio, recolocando o Colorado na fita.

Quem, contudo, se distanciou ainda mais dessa rinha foi o Corinthians, que, dizem, sofreu o maior sufoco do Flamengo no Maracanã. E, que perdeu só por 1 a 0 por conta das providenciais defesas de Cássio, dentre elas, um pênalti cobrado por Eduardo Silva.

Mas, esse assunto deixo para Chico Lang tratar, com aquela sua proverbial imparcialidade alvinegra.

5 comentários

  1. Finalmente um comentarista que vê a mediocridade do Álvaro Pereira. Jogador aloprado e péssimo. Não produz nada além de riscos para a equipe.

    1. O SPFC foi agudo e aproveitou com maestria as chances que teve e poderia ser um jogo de placar elástico…um 5×4…se não fosse a ótima atuação dos goleiros.
      Alvaro Pereira mostra o que a torcida de um time valoriza: garra, determinação e muita vontade e dizer que ele é péssimo é pura má-vontade, ou qualquer outra coisa que voce não tem coragem de dizer.

  2. HELENO PURA MALDADE SUA O LANG JAMAIS EM TEMPO ALGUM FEZ OU FARIA UM COMENTÁRIO COM PAIXÃO CLUBISTA, NUNCA NA IMPRENSA ESPORTIVA BRASILEIRA HOUVE OU HAVERÁ UM COMENTARISTA TÃÃÃÃÃOOOOOOO IIIIIIIIIMMMMMMMMMMMMPARRRRRCIALLLLLLLLLL………

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