
Você espia assim o placar e logo acha que foi um baile do Fluminense no Maracanã sobre o Palmeiras: 3 a 0.
Nananina, meu. Ao contrário. Se o Tricolor carioca dominou o primeiro tempo, quando fez 2 a 0, nas únicas duas vezes em que finalizou a gol, o Verdão, no segundo, foi o dono da partida. Sobretudo, depois da entrada de Crsitaldo, quando criou, por baixo quatro chances de marcar, e ainda por cima tomou o terceiro, em cobrança de falta de Conca e falha do goleiro Fábio. E poderia ter levado o quarto, naquela bola de Conca que Fábio desviou e a bola chocou-se com o travessão.
Que fase!, diria meu chapa Milton Leite.
Fase tão negra do Palmeiras que o segundo gol do Flu foi fruto de um pênalti marcado absurdamente pelo juiz.
Aquilo não foi pênalti nem aqui, nem na China, segundo todas as orientações da International Board. O defensor não teve clara intenção de tocar a bola com o braço. Além do mais, o disparo foi próximo demais do defensor e o movimento do braço absolutamente normal, pra quem se atira com as pernas esticadas à frente em busca de cortar o cruzamento.
A não ser que a nova regra implantada pelo meu querido Edinho, um dos grandes zagueiros da história do nosso futebol e o maior de todos os tempos do Flu, comentarista da Sportv, esteja em vigência.
Isto é: o jogador do Palmeiras tentou cortar a bola. Portanto, teve a intenção. Se a bola bateu em seu braço, logo, foi intencional. Um portento de interpretação.
Mas, o que acaba valendo, para efeito de tabela, é o placar, o suficiente para manter o Palmeiras com a água batendo no pescoço.