Peixe: a vitória com atraso

Ricardo Saibun/SFC
Ricardo Saibun/SFC

Um dos tantos clichês que enchem a cabeça da turma por aí é o de que basta o cara ser jovem pra ser moderno. Esse moderno, claro, vai com todas as aspas disponíveis.

Este é o caso, entre outros, do técnico Enderson Moreira, festejado aqui e ali como um vanguardista na arte de treinar times de futebol. Confesso que não vi ainda traços desse vanguardismo no seu trabalho, até aqui, apenas correto.

Muito menos na noite deste sábado, na Vila, quando o Santos não poderia ter sido mais conservador na forma de encarar o frágil Coritiba.

Postado lá atrás, sofria sufoco do Coritiba quando, em dois contragolpes ainda no primeiro tempo, meteu 2 a 0 – num remate perfeito de Lucas Lima e com Robinho, metendo de cobertura, em arrancada de Gabigol.

É verdade que o Santos, como geralmente ocorre nessas ocasiões, jogava com dez contra onze, pois Leandro Damião permaneceu ausente do jogo do apito inicial até os 29 minutos do segundo tempo, quando foi, finalmente, substituído por… Souza. Isso mesmo: um volante no lugar do centroavante.

Pouco antes, Gabigol, que, ao lado de Robinho, era o que mais se mexia no ataque peixeiro, saía emburrado de campo para dar lugar a Rildo.

Resultado: o Coxa pressionou, pressionou, até que Dudu marcasse seu gol, em tiro desviado na perna de Edu Dracena, creio.

Tarde demais para as aspirações do Coxa. Ainda bem para o Peixe, que andava necessitado de uma vitória, enfim. Mesmo que o caminho para chegar a ela fosse feito de terra batida.

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