
Neymar no banco, e o jogo ensebando para o Barcelona, que dominava, criava, chutava, mas não saía do zero diante do perigoso Athletic Bilbao. E até que o menino Munir jogava bem, quando Neymar entrou em seu lugar, aos 18 minutos do segundo tempo.
Fim da história, 2 a 0 para o Barça, que, sob o comando de Luís Enrique, voltou a ser o Barça de marcação ofensiva, muito toque de bola e envolvimento, do início ao fim. Dois gols de Neymar, em finas assistências de Messi.
E não é que Cruijyf, quando da contratação de Neymar, garantiu que, com Messi, a coisa não daria certa? Pois, é. Até os gênios erram.
Pouco depois, o Real, com todos aqueles gênios, perdeu para o Atlético de Madri por 2 a 1, em jogo que os merengues poderiam ter definido no primeiro tempo, quando foram muito melhores. Mas, no segundo, ficou ali cozinhando o galo, e tomou um golaço de Thuran, craque, que saiu do banco pra definir o jogo.
Antes, porém, tomemos o avião zap, para desembarcarmos em Londres, onde Arsenal e Manchester City ofereceram um espetáculo delirante. A ponto de extrair do narrador da tv a exclamação que brandia em nossas almas de telespectador: “Isso é futebol!”
E que futebol! Lá e cá, o tempo todo. O City abriu a contagem, e o Arsenal virou com dois golaços – um de Wilshere, em incisiva investida à área, e outro de Lionel Sanchez, pegando de prima cabeceio de Wilshere, que deu show de armação.
O City empatou no finzinho e por pouco não revira o placar, com duas bolas nas traves e um gol impedido de Nasri.
Mas, a sensação da rodada inglesa, sem dúvida, foi Diego Costa, com seus três gols na goleada por 4 a 2 do líder Chelsea sobre o Swansea. São sete gols do hispano-brasileiro em quatro jogos, uma proeza, meu!
E o mais legal no Chelsea é que Mourinho, técnico chegado a uma retranquinha disfarçada, com a ida de Fàbregas, mudou o braço da viola. Montou seu meio de campo com um volante apenas e dois meias (Fàbregas e Oscar), além dos três atacantes de habilidade. Resultado: o Chelsea passou a tocar a bola, a envolver os adversários e a despejar gols em penca nas metas inimigas.
Ainda há futebol nesse mundão de Deus, meu amigo.