O Corinthians chegou mais perto, mas o Cruzeiro continuou lá longe, ao alcance do binóculo do São Paulo. No Itaquerão, o Timão foi o de sempre diante do Galo: firme na defesa e econômico no ataque. Marcou seu gol, com Petros liberado, em jogada nascida na esquerda com Romero. e, de resto, sem Guerrero ou com Guerrero, ficou ali se defendendo das raras jogadas criadas por Tardelli e, vez por outra, buscando o ataque, num jogo monótono e previsível.
Já no Mineirão, a chapa esquentou para o líder Cruzeiro, pois o Bahia, apesar de lanterna em punho, jogou de peito aberto e até chegou a abrir a contagem no primeiro tempo, com Rafael Miranda.
Mas, a Raposa é mais cruzeiro, como se dizia antigamente, nos tempos do cruzeiro, e, no segundo tempo, logo Everton Ribeiro empatou, de pênalti (hummm), para Ricardo Goulartr definir o placar logo em seguida.
Com a vantagem de um jogador a mais, pois o beque Titi havia sido expulso no lance do pênalt por reclamação, bem que o Cruzeiro poderia ter ampliado o placar. Basta dizer que enviou três bolas à baliza de Marcelo Lomba – a primeira delas ainda quando o jogo estava zero a zero, com Manoel, de cabeça, em cobrança de corner.
Moral da história, se o Corinthians saltou para a terceira colocação, ainda com aspirações ao título, o Cruzeiro segue sobranceiro lá no topo, sete pontos acima do São Paulo, o vice. E, pelo andar da carruagem, essa diferença pode até ser reduzida, mas, não, vencida.