Meu Brasil brasileiro…

Mowa Press
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Até que o Brasil teve alguns bons momentos no jogo, além de dominar a bola e os espaços por maior parte do tempo. Mas, nada que nos emocionasse ou sugerisse um avanço em relação ao jogo com a Colômbia, seleção mais ou menos do mesmo nível do Equador desta noite de terça, em Miami.

Um deles, a jogada ensaiada em que Oscar cobrou falta para Neymar dar uma cavadinha em direção a William, autor do único gol da partida. Outro, a troca de passes entre Everton Ribeiro, Ricardo Goulart e Danilo, que cruzou para Neymar, em cima da risca jogar no travessão gol feito.

Ah, sim, e aquela bola de Everton Ribeiro, em direção ao ângulo esquerdo que o goleiro conseguiu alcançar.

A propósito, este foi um dos raros momentos em que Everton Ribeiro deslocou-se para o meio, pois durante todo o segundo tempo o canhoto meia-armador foi ponta-direita, mais preocupado em marcar o lateral adversário do que em arquitetar o nosso jogo.

Aliás, esse tem sido um equívoco de boa parte dos nossos técnicos que consideram um gesto de modernidade mandar os meias jogar como pontas e deixando o meio, o centro de criação de uma equipe de futebol, a cargo dos volantes.

Pô! Volante vola, vai e vem, não arma. A não ser um Falcão, um Beckenbauer, um Redondo, volantes desse nível, com visão e capacidade de executar aquele passe surpreendente, próprio do meia-armador de ofício e vocação, volante não sabe armar, ponham isso na cabeça de uma vez por todas!

Então, ficamos assim: duas ou três chances de gol, e só. Aí vem o comentarista de plantão e crava o óbvio: faltou criatividade ao nosso meio de campo. Claro que faltou, e faltará enquanto continuarmos marginalizando os criadores e colocando os genéricos em seus lugares.

Por outro lado, foi gratificante ver em ação a dupla de zaga formada por Miranda e Marquinhos, praticamente dois estreantes, que jogaram o fino, marcando e servindo a turma do meio de campo. E, Danilo, outra novidade, no lugar de Maicon, o excluído por um churrasco mal digerido, pareceu-me excessivamente cauteloso.

Neymar não foi sombra do que costuma ser, assim como Tardelli, apesar do esforço de ambos.

Oscar e William, além do mau posicionamento, jogando como pontas, a exemplo de Everton Ribeiro e P. Coutinho, que entraram depois, também não renderam o esperado. E Ricardo Goulart até que se movimentou bem e deu um pouco mais de profundidade ao ataque. Eu disse um pouco.

Quem jogou muito, na verdade, foi Luiz Gustavo, tanto marcando como apoiando.

É claro que todos – brasileiros e equatorianos – foram prejudicados pelo campo de jogo, literalmente um arranjo de tapetes de grama, em que a bola não mal quica e rola pesadamente.

Eu ia, diante disso, dizer que a CBF deveria tomar tento a respeito, não permitindo que a Seleção Brasileira, pentacampeã mundial e tal e cousa e lousa e maripousa, jogasse em campos desse tipo.

Mas, dou-me conta de que a CBF não manda nada nessa história, apenas recebe os dividendos que lhe cabem, pois a Seleção Brasileira foi terceirizada há tempos para uma empresa que marca os jogos onde mais lhe convém.

Brasil, tchan, tchan, tchan… Meu Brasil brasileiro… tchan, tchan, tchan…

2 comentários

  1. Caro Alberto, ganhar da Colômbia e do Equador é obrigação, apesar do baixíssimo nível técnico dos três (Brasil, Colômbia e Equador, em ordem alfabética), até mesmo em campo de terra batida do interior do Piauí.

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