A bola está com o Tricolor

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Djalma Vassão/Gazeta Press

Nesta rodada de quarta-feira, a bola está nos pés do São Paulo. Se quiser seguir na caça à Raposa, alimentando a esperança de reduzir a distância entre ambos no confronto direto do fim de semana, precisa passar pelo Botafogo, em Brasília.

Mané Garrincha é o nome do estádio, justa homenagem ao extraordinário craque botafoguense bicampeão do mundo. Mas, presumo, não será campo do Glorioso, não. No mínimo, a galera deverá estar dividida.

Some-se a isso a pá de desfalques com que se defronta o técnico Mancini, e o cenário desenha-se muito favorável ao Tricolor, que ainda no domingo deu um show de bola no Morumbi.

Sucede que o São Paulo tem sido assim nesta temporada: uma no cravo, outra na ferradura. Mas, se repetir o desempenho de domingo, ainda que parcialmente, leva esta e ganha moral pra enfrentar o imbatível Cruzeiro na rodada seguinte.

Outros dois pretendentes ao título – ou, no mínimo, a assegurar uma vaga na Libertadores – são o Inter e o Flu, que pegam dois adversários traiçoeiros nesta quarta.

O Inter, que conseguiu perder para o Figueira em casa, enfrenta o lanterna Vitória. Mas, o jogo é no Barradão, e o Vitória carece desesperadamente de uma reação dessas – bater um grandão diante de sua torcida pra tentar virar o jogo no segundo turno.

Uma eventual derrota do Colorado, e a chapa de Abelão começa a esquentar, pois já há um zum-zum-zum lá pelo Beira-Rio. E olhe que o time está em terceiro lugar. Mas, com nossos cartolas, tudo é possível.

É o caso de Cristóvão Borges no Flu, que vai enfrentar uma pedreira em Santa Catarina. Afinal, o Figueira não perde há nem sei quanto tempo. Enquanto isso, apesar de o Flu estar ali na bica do G-4, a turma anda azucrinando o ouvido do treinador.

Por fim, o Peixe, que segue naquela zona cinzenta do campeonato, vem de vitória, com o novo treinador Enderson Moreira, que, por sua vez, optou, pelo jeito, em manter Leandro Damião no time e Gabigol sob a ameaça de ceder seu posto para o volante Alan Santos.

É aquela velha história do futebol atual do Brasil; jogando contra o Sport, no Recife, melhor fechar a casinha, não é mesmo?

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