
Pois, lá estava Wilshere como último homem da linha de meio de campo dos ingleses, fazendo um papel quase do velho centromédio, contendo os contragolpes suíços, mas, sobretudo, distribuindo o jogo pra sua turma, composta por outro meia, Henderson e quatro atacantes – Sterling, Rooney, Welbeck e Belth.
Isso é o que a turma chama de futebol moderno. Comandado por um técnico mais conservador impossível – Roy Hodgson.
Agora, dê um zap na TV pra verificar essa Espanha em plena remodelação, goleando a Macedônia, que só foi grande sob os reinados de Felipe II e seu filho Alexandre, o Grande, há milênios.
Remodelação não seria o termo exato, pois ele implica em mudança de modelo, que não é o caso. O modelo é o mesmo dos últimos anos, com muita troca de bola, marcação avançada, essas coisa todas que o amigo está enjoado de ver no Barça de Guardiola e na Espanha campeã da Europa e do Mundo ainda outro dia.
Mudam alguns nomes, como o do garoto centroavante, Alcácer. Mas, o estilo é o mesmo, com Busquets, um centromédio à antiga, de bom passe e muita classe, tendo logo à sua frente, pela direita, o meia Fábregas, e, pela esquerda, outro meia hábil, o canhoto David Silva.
Nada mais hodierno, atual, moderno, como preferem nossos bravos e jovens comentaristas: um volante, dois meias e três atacantes de estilo e ofício.
Dessa forma, a bola rola em campo, com inteligência, envolvimento, lógica e eficácia, o que não só é moderno como eterno.
Até quando, pergunto, nós, que importamos tanta sucata europeia nos últimos vinte anos, vamos nos livrar desse mal dos dois volantes, amém?