
E essa agora?
Na esteira de Gareca, foi de cambulhada o nosso Oswaldo Oliveira, sujeito de muito bom gosto.E, diga-se, excelente treinador, além de inteligente e articulado. Desses treinadores que não temem lançar jovens jogadores, como provou recentemente no Botafogo e agora mesmo no Santos, onde colocou em campo nada menos do que treze meninos da base.
Ah, mas o Santos perdeu quatro dos últimos cinco jogos, dirá o peixeiro mais renitente.
Uma coisa é o resultado deste ou daquele jogo. Outra, muito diferente, é o desempenho do time, inclusive na derrota. Ganhar, perder ou empatar são as três alternativas de um jogo que, como tal, tem muitas variantes, e o acaso é a maior delas.
Mede-se o trabalho de um técnico pela performance de sua equipe – se joga bem, coletivamente, ou não, ganhando ou perdendo.
Não é esse, porém, o conceito que rege a ação dos cartolas brasileiros. Há sempre um olho nos resultados e outro no nível de influência que este ou aquele dirigente ou conselheiro- todos eles torcedores apaixonados – tenha sobe o técnico atual ou sobre que virá.
No caso de Oswaldo, ele teve de engolir o mico chamado Leandro Damião, ao mesmo tempo em que essa diretoria que o demite hoje permitiu a saída de Cícero, o mais eficiente e importante jogador do Peixe à época – armador e artilheiro.
E ainda é pago com o olho da rua.
Ah, sim, vale dizer que, com essa, apenas quatro treinadores que iniciaram o Brasileirão continuam em seus respectivos cargos. Alguns deles já foram demitidos por duas vezes nesta mesma temporada.
Isso, num futebol em que o treinador não pode treinar, por causa do calendário maldito. E, no qual, os clubes, nadando em dívidas por pura estupidez, só sabem aumentar o prejuízo com os pagamentos de multas e salários para os mesmos profissionais que eles contrataram e demitiram, sem nenhum sentido.
Como sempre, muito sensato o texto do mestre de futebol Alberto Helena Júnior. Sou santista e acompanho os jogos e notícias do clube diariamente. Nunca considerei o Oswaldo um bom treinador, mas admito que ele estava fazendo um bom trabalho em um clube com diversas limitações; sua maior contribuição, na minha opinião, foi arrumar a tão caótica defesa do Santos, tornando-a uma das melhores do Brasileirão. Claro que, como disse seu Alberto Helena, um treinador que é obrigado a colocar em campo um jogador tão patético como Damião só para justificar o altíssimo e absurdo investimento financeiro, não deveria pagar por erros administrativos. Mais uma vez, fica evidente a falta de planejamento, coragem e humildade dos cartolas brasileiros, que preferem questionar a competência dos treinadores ao invés de olhar os seus próprios erros.
Obrigado, Oswaldo!!
Parabéns A.Helena Jr. Seria bom se todos os profissionais da área do jornalismo esportivo do Brasil tivessem a sua coerência e a sua simplicidade de raciocínio.
O Oswaldo foi sincero ao admitir surpresa pela sua demissão pois estava convicto de estar
fazendo um bom trabalho,e realmente estava.
Após a Copa também foi sincero ao afirmar publicamente “se me chamarem estou pronto”,
para assumir a seleção que hoje está sob o comando de Dunga.
Abra os olhos Oswaldo,você já vive no futebol há muito tempo e não deveria se surpreender
e tampouco se frustrar com as opções de decisões dos cartolas.
Quer queiramos ou nao, futebol ‘e resultados, e quando eles nao aparecem, ‘e porque o trabalho nao esta sendo bem feito. Acredito que o que esta registrado no primeiro paragrafo nao ‘e nenhuma novidade, mas sim uma realidade coerente com a dinamica funcional dos esportes de alto nivel. A espanha na copa de 2010, foi campea com um futebol de resultados ( Um a zero). O Corinthians em 2012 a mesma coisa. A Alemanha agora ( tirando o COLETIVO DE LUXO contra o brasil), tambem, entao comprova-se com fatos, o que disse com palavras. O plantel do Santos nao ‘e la essas coisas, porem esta melhor do que muitas equipes que estao em uma colocacao melhor, sendo assim, ONDE ESTA ( ESTAVA) o problema ? Comissa tecnica. Sim o Oswaldo ‘e um profissional competente, articulado, polido, mas NAO DEU CERTO no santos, e basta olharmos as oscilacoes da equipe no campeonato, que iremos entender isso. Boa sorte ao Oswaldo ( menos contra o peixao kkkkk, claro), e que a nova comissao tecnica seja competente o suficiente,para conduzir-nos no minimo ao G4.
O problema não era o Oswaldo, o time é meia boca, muita politicagem barata dentro do clube, afetando em tudo, muito “chefe” pra pouco “índio”, todo mundo quer mandar em todo mundo e ninguém resolve nada. Administração amadora, sem patrocinador que preste, quando “vende” jogadores não vê a cor do dinheiro que vai para os bolsos dos empresários e jogadores, não é a toa que está com um rombo de 40 milhões, e daí o técnico é o culpado?????
Grande Mestre Helena!
Como sempre palavras serenas que denotam a sabedoria adquirida com os anos de observação!
Mas, também devemos considerar que como todos nós, o “OO” deveria se reciclar… pois pagou pelo que não fez!
Sua postura de lord inglês não se “afina” com a malemolência do jogador brasileiro, falta-lhe comando!… o time não tinha um líder dentro de campo que cobrasse os demais… o time sempre entrava dormindo no 1º tempo e só tentava acordar quando já está perdendo!
1. Seu esquema tático foi frágil, sem compactação – jogadores de defesa, meio campo e ataque distantes, a marcação ficava somente para a defesa e o volante, o resto ficava esperando a bola no pé para participar do jogo!.
2. Sem qq estratégia de saída de jogo, o goleiro espera o adversário se reposicionar… só sai com chutão e a bola obviamente volta imediatamente!
3. Nas cobranças de laterais, a bola era entregue 99% para o adversário
4. Faltou concatenação de jogo, os jogadores não triangulavam ou trocavam passes verticais, sempre tentam carregar a bola!
5. Cometeu vários equívocos na escalação e substituições:
– Durante vários jogos manteve no time o “invisível” Thiago Ribeiro, péssimo ofensivamente – não cria, não chuta, só tóca a bola para tras – com a desculpa que era exímio marcador e sacou o Damião que estava em plena curva de recuperação técnica.
Vamos ver se o novo técnico seja mais arejado e que perceba e coloque em prática no mínimo o “beabá” de compactar e introduzir mais dinâmica ao time!
Colocações muito pertinentes. A acrescentar:
1) Neste início de 2014 houve, sim, tempo para treinar, seja durante a Copa, seja nas semanas em que o Santos não teve jogos no meio da semana. Mesmo assim, o que temos visto é um time que sempre se declara cansado e que se mostra incapaz de troca de passes dignos desse nome. Não se vê algo que pareça com um padrão de jogo.
2) Só sabia armar o time no 4-3-3, incapaz de uma variação tática que seja. O meio de campo (mesmo quando Cicero jogava) entregue ao adversário. Extremamente demorado para fazer substituições, mesmo quando sua necessidade era gritante. Exemplo: em diversas partidas substituiu atacantes por meio-campistas para proteger a defesa. Sempre tarde, enquanto os laterais (particularmente Cicinho) sofriam com os ataques adversários e qualquer arquibaldo já tinha enxergado isso no primeiro tempo…
3) Deu oportunidade aos novos? Para alguns, sim. Para a maioria deles, se entrar aos 43 do segundo tempo é oportunidade, sim também…
4) Falta pé de obra? Falta e muito. Mas comparemos com a situação de Sergio Soares no Ceará. Que pé de obra tem ele à disposição? Contudo lidera a série B e vai bem na Copa do Brasil (nada espantoso se for até campeão). Não tem pé de obra mas mostra padrão de jogo, coisa que OO não conseguiu dar ao Santos.