
Era inevitável a queda do técnico do Palmeiras, o argentino Gareca, diante de números negativos tão expressivos: 17 pontos em 18 jogos, nem um ponto, em média, por partida do Brasileirão.
Confesso que não me atrevo a julgar a competência de Gareca, diante do tamanho do desafio que teve de enfrentar. Desafio que começa com a falta de domínio do idioma para se comunicar devidamente com seus jogadores, nem todos bem dotados no quesito entendimento. E termina no buraco negro do nosso calendário, que não concede aos treinadores de times da Primeira Divisão tempo mínimo para cumprir seu ofício – treinar.
Tanto isso é mais verdade que Gareca se sentiu obrigado a cercar-se de compatriotas aos quais poderia transmitir sua confiança e seus ensinamentos, sem as barreiras naturais do convívio com estrangeiros.
Desembarcou de repente na Academia sem conhecer nosso futebol, nossos costumes, nosso mercado e, debaixo do braço, um currículo que não o credenciava a cumprir a maior de todas as tarefas que estava subjacente à sua contratação: mudar a cara do futebol brasileiro. Afinal, o grande feito de Gareca, como treinador, foi o de levar adiante o Velez na Libertadores, um torneio disputado por congêneres no mesmo atraso de conceitos que o nosso.
Sim, porque o grande equívoco dos nossos cartolas, mídia e torcida é o de que basta ser estrangeiro para tirar nosso futebol do atraso em que se encontra perante os centros mais avançados da Europa. Não é assim,
Quando o austro-húngaro Kruschner (na verdade, Izidor Kürrschner) veio ao Brasil, no final dos anos 30, já havia sido treinador campeão na Alemanha e na Suiça, e trazia na bagagem o sêmen da grande transformação no jogo brasileiro que ainda se arrastava no superado sistema clássico o 2-3-5. Kruschner trouxe-nos, ao Flamengo e ao Botafogo, o WM, que se tornou a base de todos os demais sistemas que o sucederam até hoje.
Outro húngaro, Bella Guttman, em 57, com seu ta-ta-tá – três toques, chute a gol -, trouxe-nos a objetividade que faltava aos nossos artistas da bola.
Uruguaios e argentinos, como Ondino Vieira, Conrado Ross, Filpo Nuñes e tantos outros – sem falar nos gringos que vieram como jogadores e viraram técnicos aqui – muito contribuíram para nossa evolução.
Não se trata, pois, de execrar o técnico estrangeiro por qualquer estúpido xenofobismo. Mas, apenas de que a escolha tem de ser feita levando em conta todos os problemas que o cara vai encontrar em seu novo lar.
Não foi o caso de Gareca por parte dos cartolas verdes.
Mas, enfim, o malfeito já está feito e desfeito. Resta agora esperar que o Verdão acerte na escolha do seu sucessor.
Fala-se em Dorival Jr., um tipo sensato, experiente, com altos e baixos como todos os treinadores brasileiros, célebres ou anônimos, que por aí estão, que pode, ao menos, conferir certo equilíbrio emocional de que tanto padece esse elenco verde.
Se o fizer, já será um passo importante na fuga do rebaixamento que anda rondando o Parque nos últimos tempos.
Dorica Jr!: Já estão proparando o time para a Série B 2015. Aliás, está parecendo que a B é mais lucrativa que a Série A…
Concordo plenamente com a Mara, deixa o Valentin, e vai atráz de jogadores, não entendo, temos o Ayrton lateral do vitoria que sempre está fazendo seus gols, e é nosso jogador, e ficamos com o Wendel que nunca fez um gol na sua carreira em mais de 200 jogos pelo palmeiras, explica PAULO NOBRE E BRUNORO.
não lembro de nenhum bom trabalho do Dorival JR na serie A, portanto a casa deve cair pela terceira vez para o verdão, pobre verdão.
A responsabilidade (pela contratação e demissão de Gareca) é única e exclusiva de Paulo Nobre, um dos dirigentes mais incompetentes atualmente na direção de um clube de futebol, que entrou na aventura de contratar um técnico argentino em início de campeonato brasileiro. Meio óbvio que tinha tudo para não dar certo. Agora, o Palmeiras fica também com o mico de uma legião de estrangeiros, que ninguém sabe qual destino terão com o próximo treinador.
Pode até ser que o Palmeiras se salve do rebaixamento, mas enquanto tiver dirigentes medíocres como Nobre, Belluzzo & Cia, jamais deixará de viver em crise. Esses caras são tão ruins, que só sabem olhar para trás, em busca de glórias que já foram. Por isso trazem os Valdivias da vida e outros enganadores, que só sabem sugar o sangue palestrino. Não têm planejamento, nada! Só arrogãncia e empáfia.
O Palmeiras só sairá da draga atual o dia em que fizer trabalho de médio e longo prazo, se reunindo com líderes de torcida e fazendo um pacto de paz pelo time, mostrando que em primeiro lugar a meta é não cair, em segundo, ficar entre os 10 primeiros, depois entre os cinco primeiros, e assim sucessivamente, valorizando a prata da casa e buscando reforços de qualidade Brasil afora, como fez Antonio Carlos no Corinthians, quando este foi rebaixado em 2007.
Fora isso, é utopia e mais crise e dívidas.
Abs.