Robinho, Diego, Neymar… Já pensou?

robinho_640_vitor_silvaDuas baixas na Seleção de Dunga que se encontra nesta segunda-feira nos EUA para os amistosos com Colômbia e Equador, e uma velha e boa novidade: a volta de Robinho, no lugar de Hulk.

Digo isso porque Robinho, apesar de seus 30 anos de idade, continua lépido e participativo como sempre, segundo provam suas recentes atuações pelo Santos. Isso, sem falar no talento que a natureza lhe deu.

Mesmo porque, raras foram as vezes em que Robinho não correspondeu ao chamado da Seleção. Com a canarinho, até hoje, Robinho quase sempre jogou bem. Até mesmo na sua última convocação por Felipão, quando, aliás, a Seleção teve uma boa atuação sem um centroavante fixo. Só Felipão não viu isso e pagou caro pela miopia na Copa.

Aliás, quem pagou caro fomos nós, pois ele levou uma bolada generosa pelo fracasso.

Mas, voltando à vaca fria, apesar das boas surpresas que Dunga tem me reservado, não creio que ele ousasse tanto. Isto é: montar um time, do meio de campo pra frente, assim, ó: Luiz Gustavo, Oscar e Everton Ribeiro; Robinho, Tardelli e Neymar.

Sim, porque nossos treinadores, como boa parte da mídia e dos torcedores, são reféns do dogma dos dois volantes-volantes, caso contrário, nossa defesa estará exposta a um desastre sem precedentes.

Ora, ora, o amigo tem visto o Chelsea jogar? Não neste sábado, pois Oscar ficou de fora, machucado. Mas, nas partidas anteriores, Oscar e Fábregas fizeram as duas meias, com o clássico Matic um pouco mais atrás. E cabe a Oscar ser o meia que mais recua e combate.

Vale lembrar que cumpriu com perfeição essa função naquele Mundial Sub-20 sob o comando de Ney Franco. E, na Copa das Confederações foi o jogador brasileiro que mais bolas roubou ao longo de todo o torneio.

Everton Ribeiro, por sua vez, começou sua carreira no Corinthians como lateral-esquerdo, e no Cruzeiro atual faz muito bem esse papel de voltar, cercar e marcar os adversários, quando seu time é obrigado a recuar.

Logo, com esses jogadores, mais o apoio dos três da frente, todos velozes e solidários, a coisa não é tão temerária assim. Em contrapartida, quando estivermos com a bola nos pés, sai de baixo, meu!

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