
No fim das contas, o cenário não mudou muito para Corinthians e São Paulo, que seguem ali na zona da Libertadores e de olho na disputa pelo título do Brasileirão, depois dos respectivos empates por 1 a 1 nesta tarde de domingo.
Ambos, aliás, saíram perdendo e chegaram ao empate no segundo tempo, mas, em circunstâncias diferentes.
O Corinthians, mesmo estimulado pela Fiel em pleno Itaquerão, permitiu que o Flu, sem Cícero, dominasse a bola e os espaços na etapa inicial. Não muito, mas o suficiente para merecer a abertura da contagem, já no finzinho desse período, em pênalti cometido por Gil em Wagner e convertido por Fred.
O mesmo Fred que, já no segundo tempo, teve outra grande chance, num cabeceio à queima-roupa que Cássio defendeu espetacularmente. E, logo em seguida, gol legítimo de Henrique que o juiz anula.
Nessas alturas, com a entrada de Renato Augusto no intervalo, o Timão já era dono do jogo, pressionava,criava boas chances e acabaria chegando ao empate com Romarinho, em bela incursão de Renato Augusto à área tricolor.
Pouco antes, Romero metera uma bola na trave e, pouco depois, houve pênalti a favor do Timão que o juiz não deu.
Já o São Paulo, mesmo sem Ganso e Pato, se não foi muito superior ao Figueira, em Floripa, pelo menos manteve a cabeça erguida a maior parte do tempo.
No primeiro, Kaká teve o gol a seus pés, mas chutou em cima do goleiro.
No segundo, logo aos 2 minutos, Giovanni Augusto disparou, recebeu, bateu, Ceni rebateu e o atacante guardou em falha coletiva da zaga tricolor.
Ainda assim, o São Paulo não se abateu e foi em busca do empate, que veio na cobrança de pênalti por Rogério Ceni, que alcança o mítico Pedro Rocha no décimo primeiro lugar da artilharia histórica do São Paulo.
Para um goleiro, meu Deus! Vale apenas lembrar que Pedro Rocha, no Uruguai, foi batizado de El Verdugo, O Carrasco, por tantos gols marcados em sua gloriosa carreira.
Quem decepcionou mesmo foi o Santos, diante do Botafogo. Não só perdeu por 1 a 0, num golaço do menino Daniel – um disparo longo e exato -, como se submeteu ao domínio do Glorioso no segundo tempo.
Derrota amenizada pela atitude civilizada da torcida do Botafogo, que se solidarizou com Aranha, vítima de atos racistas no jogo com o Grêmio, no meio de semana, gritando seu nome e estendendo faixa alvinegra, com os dizeres “Somos pretos, somos brancos, somos iguais”.