Domingo de Timão, Tricolor e Peixe

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

O São Paulo, sem Pato, Ganso e Álvaro Pereira, tenta manter-se na vice-liderança, ocupada temporariamente pelo Inter, enquanto o Corinthians quer se manter engatilhado no G-4, à espera da hora do grande salto. Já o Santos fica só procurando a brecha para se aproximar deles, comendo pelas beiradas.

Sua grande chance de avançar é neste domingo, quando enfrenta o Botafogo, um time tão instável que não consegue se aproveitar do Maracanã para somar aqueles pontos naturais. E isso será ainda mais possível se Robinho repetir as ótimas atuações dos últimos jogos, desde a sua volta à Vila.

Assim como é bem possível o São Paulo passar pelo Figueira, em Floripa, apesar dos recentes êxitos dos catarinas e dos desfalques tricolores. Afinal, o Tricolor se acostumou recentemente a jogar melhor fora do Morumbi, e ainda por cima terá Kaká de volta e um Michel Bastos já mais ajustado à equipe. Quem sabe?

Duro mesmo vai ser o Timão bater o Fluminense de Cícero, Conca, Sóbis e Fred, que voltou a marcar, mesmo em pleno Itaquerão, diante de sua fiel torcida.

Isso porque, se o Timão já sofre da estiagem de gols com Guerrero, imagine sem ele.

Ah, mas meteu cinco no Goiás, outro dia. É verdade. Também pensei assim: agora, quebrou o encanto lá na frente, e o Corinthians vai. Não foi.

Joga certinho, corre poucos riscos, cria algumas chances de gol, mas não rompe esse círculo de giz mágico. Sobretudo, porque, quando faz 1 a 0, recua e fica ali cozinhando o galo, como à espera de que o adversário empate e só então, no finzinho, parte para o sufoco que nem sempre resulta no gol da vitória.

É tudo muito correto, taticamente disciplinado esse Corinthians. Terno impecável, camisa passada, gravata elegante e discreta, sapatos de couro legítimo engraxado, mas sem brilho, como manda o figurino, é assim que personifico o Corinthians atual.

Sabe o que acho? Acho que está faltando um toque de malícia, certa breguice malandra, uma gota de subversão, o drible inesperado, um moleque safado que pegue a bola, meta entre as pernas do adversário, dê um chapéu no outro e vá pra dentro da área espalhando pânico na defesa, mesmo que o gol não saia, afinal.

Falta, enfim, um pouco daquele Brasil inzoneiro, nostálgico, dos velhos tempos. Mas, isso não é exclusividade do Corinthians, não. Infelizmente.

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