
O sábado amanheceu nublado em Manchester, onde o United, com uma formação esdrúxula, na estreia de Di Maria, não conseguiu sair do zero diante do pequeno Burnley, que, por sinal, criou mais chances no primeiro tempo do que os Diabos Vermelhos.
Pior ainda foi o outro Manchester, o City, que perdeu do Stoke por 1 a 0, deixando para mais um dos candidatos ao título, o Chelsea, a cereja do bolo.
Sim, porque Chelsea e Everton protagonizaram um espetáculo de se ver repetidas vezes. Um jogo lancinante, lá e cá o tempo todo, sob o delírio da torcida do Everton, que terminou com o placar apontando 6 a 3 para os azuis londrinos. E olhe que poderia ter sido algo por volta de 8 a 5, sem exagero.
Desconfio que o Cruzeiro se inspirou nesse jogo para virar sobre o Chapecoense, no Mineirão, por 4 a 2, depois de um primeiro tempo angustiante, em que o líder sofreu um gol por acaso – chute fraco que desviou em Zezinho e deslocou Fábio -, e passou o resto do tempo alçando bolas perigosas mas inúteis à área inimiga.
E é aqui que entra o dedo do técnico Marcelo Oliveira. No intervalo, sacou William e colocou em seu lugar o menino Alisson. Na primeira bola, Alisson meteu-a na cabeça de Léo: 1 a 1. Um minuto depois, Marcelo Moreno, de cabeça, desempatou. E, logo em seguida, o mesmo Alisson ampliou para tranquilizar a Raposa, que nem tomou conhecimento do gol de Bruno Rangel e acabou emplacando a goleada final, pois Marcelo Moreno, novamente, guardou a bichinha nas redes de Chapecó.
Por falar em goleada, esta, do Cruzeiro, apesar das dificuldades iniciais, era esperada. Inesperada mesmo foi aquela que, pouco antes, o Avaí impingiu no Vasco, pela Série B: 5 a 0, sem susto nem piedade. Foi o que bastou para decretar a queda de Adílson Batista, um cara inteligente que não dá sorte há um bocado de tempo.
Já no Pacaembu, o Palmeiras segue sua via provação em pleno ano de seu centenário. Até que vinha jogando bem, de início, apertando o Inter e tal e cousa e lousa e maripousa. Mas, num balão de Dida, Rafael Moura desvia de cabeça para Jorge Henrique entrar livre, na cara de um hesitante Fábio e sob as vistas perplexas de Lúcio e Juninho, que mal se mexeram: 1 a 0, placar final.
Final porque o Inter ainda desperdiçou duas chances incríveis, com Aránguiz, em providencial defesa de Fábio, e de Jorge Henrique. Isso, só no primeiro tempo. No segundo, ficamos naquele chove e não molha até que Allione, no momento de pressão descontrolada do Verdão, chutasse por cima a chance do empate.
Noite fria e nublada na Mooca e no Bexiga, últimos redutos italianos de São Paulo. E, claro, estrelado com o Cruzeiro do Sul brilhando nos céus de Minas e do resto do Brasil.
Realmente, o verde-esperança, o verde-esmeraldino está de luto em pleno ano do centenário. Amadorismo na mais pura forma e essência…, é assim que podemos descrever a dupla Nobre-Brunoro. Em quase dois anos, nenhum patrocinador de porte, de peso, quis atrelar o nome comercial e histórico de competência, ao falido Palmeiras. Acho que o palmeirense deve acrescentar em suas camisas, uma tarja preta, em sinal de luto preparatório para a 2ª divisão.
Há circunstâncias que favorecem um bom desepenho de um profissional em qualquer
setor de atividade,e não se pode comparar o Brunoro dos tempos da Parmalat com os
tempos atuais.
Naquela época,e lá se vão mais de vinte anos,havia poder de compra para contratar
pelo menos meio time de craques de primeira linha,fato que hoje não ocorreria e não ocorre,pois os melhores ficam pouco tempo por aquí e se mandam para a Europa para fazerem o pé de meia e aliviarem as finanças dos clubes aos quais estão vinculados.
Em 2013,quando o Palmeiras estava na divisão B e acabou sendo campeão,Brunoro disse que o time “estava no mesmo nível técnico dos principais da divisão A”,e este ano,
no inicio do Campeonato Brasileiro,comentou que “o Palmeiras era favoritaço para a
conquista do título”.
Pilôto bom decola e aterriza bem com um jato ou com um teco-teco,mas para tal avaliação
ser sustentada,é necessário que tal pilôto tenha conduzido vários tipos de aeronaves.
Parece que Paulo Nobre decidiu e optou por Brunoro com base em circunstâncias de
um passado longíquo,e os efeitos de tal decisão não estão correspondendo às expectativas atuais da nação palestrina.
É isso. Brunoro, assim como Luxemburgo, na era Parmalat, tinham uma selecao nas maos.. O futebol ainda nao estava inflacionado pela lei Pelé, nao havia tantos intermediarios, e o Palmeiras tinha craques como Edilson,Evair,Edmundo,Mazinho,Cafu,Muller,Djalminha,Rivaldo. Tempos depois, estavam todos na Europa.. Ainda assim, nao ganhamos uma libertadores.
Hoje, é preciso administrar escasses, montar equipe com pouco dinheiro. Aí, entra a competencia, a visao do negocio, o olho clinico. Essas qualidades, ha muito nao se ve no Palmeiras. Nao só agora com Nobre e Brunoro. Nas administracoes anteriores tambem.