Robinho, Ferrugem, sobras do clássico

Djalma Vassão/Gazeta Press
Djalma Vassão/Gazeta Press

A turma anda espantada com Robinho, que chegou num dia, treinou no outro, entrou em campo e, mesmo com a derrota do seu time, foi aclamado o melhor do clássico com o Corinthians.

Não são poucos os que vêm nesse fato inusitado prova cabal da baixíssima qualidade do futebol que se pratica atualmente no Brasil. Afinal, um carinha desprezado até pelo pior Milan dos últimos trinta anos, chega e já vai sentando na janela?

Bem, que o nosso futebol anda tropeçando nas próprias pernas não resta a menor dúvida. E já faz tempo, desde quando abdicamos de nosso estilo de jogar bola para adotarmos modelos europeus que os próprios europeus já atiraram à lata de lixo da história, coisa de quinze, vinte anos atrás.

Mas, não acho que isso explica a performance de Robinho, um craque muitas vezes subestimado por causa do rótulo que lhe pregaram desde o início – o de pedalador inconsequente, um mero exibicionista, não um autêntico jogador de futebol.

E logo apontam seu fracasso no Real, no Manchester City e no Milan como prova disso.

Sim, pode ser que Robinho, ao desembarcar em Madri, deslumbrou-se e se desconectou do ofício de jogar bola como devia.

Contudo, teve um início magnífico no Real, para, subitamente, cair na reserva, de onde saía eventualmente. Um caso parecido com o que acontecia a Robben, na mesma época, no mesmo time. O mesmo Robben que terminou aquela temporada fazendo chover e mesmo assim foi dispensado pelo clube merengue. Aliás, não me lembro, nesse período, de os dois terem jogado juntos.

No Manchester, estava tudo errado desde o início, e a sua ida para o Milan foi, sim, frutífera nas primeiras temporadas. Basta dizer que há dois/três anos, Robinho, Pato e Ibrahimovic dividiram a artilharia do time, com 14 gols cada.

Depois, o Milan entrou em entropia e, nesse processo, Robinho idem.

Outro detalhe: Robinho sempre se deu bem na Seleção Brasileira. Até mesmo na sua última experiência, já com Felipão, às vésperas do Mundial, do qual foi excluído muito por conta do estigma de simples driblador em decadência, aos 30 anos de idade.

Nunca tive dúvidas de que teria contribuído muito mais do que a maioria dos nossos atacantes na Copa no Brasil.

Pois, Robinho, que mantém o mesmo talhe físico de sempre, é um jogador de múltipla atividade em campo: pode ser meia, pode ser atacante pelos lados e também por dentro, tudo em alta velocidade e com extrema mobilidade.

A propósito, basta o amigo descer alguns tópicos nesta Bola Virtual e achará na véspera do clássico minha previsão de que Rohinho, apesar da pressa em ser escalado contra o Corinthians, daria certo, pois é daqueles que não precisam de muito treino para entrar em forma física ou em ritmo de jogo – é a história antiga do menino e a bola.

Ferrugem decisivo

Ainda como rescaldo do clássico na Vila, quero pedir desculpas por não ter falado de Ferrugem no comentário pós-jogo.

Afinal, o garoto foi decisivo, ao entrar no lugar de Guilherme Andrade, na lateral-direito, e empurrar seu time à vitória, com aqueles dribles desconcertantes e dois chutes certeiros a gol (o segundo, que resultou na bela defesa de Aranha, o escanteio e o gol de Gil).

Na verdade seu futebol já havia me chamado a atenção quando Ferrugem jogava na Ponte Preta, e até me havia esquecido de que ele estava lá no Corinthians.

Na escassez de laterais de técnica além do razoável, vale a pena prestar atenção nesse menino.

8 comentários

  1. Eu vejo os especialistas comentando que temos que prestar atenção no que a Alemanha fez e fazer igual. Quando fomos campeões em 2002 eles fizeram o contrário. Olharam o que fizemos e pensaram num meio de nos derrotar. Temos que usar o mesmo pensamento e não as mesmas atitudes, temos que prestar atenção no que eles fizeram e arrumar um meio de derrota-los.

  2. O glorioso Robinho veio para resolver o problemas do santos fc, porque joga muito e. A prova disso foi no clássico que ele jogou demais e poderia ter até marcado gols.

  3. prezados, eu entendo que, independente do futebol fraco pelo que o brasil atravessa, craque é craque e vice-versa… robinho é craque e ponto.

  4. Esse foi a pior coisa que eu já li na minha vida! É exatamente o contrário! Robinho é o jogador mais SUPERESTIMADO do futebol brasileiro, jogou naquele time do santos de 2002 a 2004 e SÓ! NADA MAIS! Sempre foi mediano por onde passou, inclusive na sua segunda passagem pelo próprio peixe, é totalmente superestimando, inclusive essa sua atuação contra o corinthians, uma atuação razoável, já está sendo superestimada! Robinho, o mediano SUPERESTIMADO! Esse seria um perfeito título para uma coluna sobre esse razoável jogador que a mídia insiste em colocar lá em cima.

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