Pato, na volta de Kaká

Marcelo Ferrelli/Gazeta Press
Ganso deu passe oblíquo que trespassou três adversários antes de alcançar Pato no primeiro gol tricolor

Na volta de Kaká ao Morumbi, o São Paulo bateu o Vitória por 3 a 1 e encostou no G-4. Mas, ainda que jogasse bem, movimentando-se do início ao fim com muita aplicação e senso, o protagonista da partida não foi Kaká. Foi Pato. Não só pelos dois gols marcados (o outro foi de Alan Kardec) ou até mesmo por outros dois que poderia ter concretizado em jogadas pessoais, mas, sobretudo, pelo empenho e técnica demonstrados ao longo do jogo.

Foto: Marcelo Ferrelli/Gazeta Press
Pato deu até carrinho, mostrou técnica e marcou dois gols

Ah, sim, não nos esqueçamos de Ganso, autor daquele passe oblíquo que trespassou três adversários antes de alcançar Pato no primeiro gol tricolor. Essa e outras jogadas que passam despercebidas aos olhos dos pragmáticos de plantão que vivem a ruminar o mesmo mantra de que o craque precisa participar mais. Do quê? Da correria desenfreada e sem sentido do futebol que se pratica habitualmente nos nossos campos ultimamente?

Prefiro vê-lo elucidar num toque só aquelas jogadas difusas que estão na origem dos lances que se desenvolvem a seguir em campo aberto para o seu ataque. A turma do bumba-meu-boi não percebe essas sutilezas e prefere ficar batendo tambor para o Ganso de tantas artes.

Pena que Alan Kardec se machucasse logo após o seu gol, ainda no primeiro tempo, pois esse quarteto – Ganso, Kaká, Pato e Kardec – pode  ainda levar o São Paulo mais longe do que se imagina. Desde que continuem jogando juntos por um pá de rodadas.

Ah, Verdão…

Já o Palmeiras voltou de Belo Horizonte com mais uma derrota no Brasileirão, diante do Galo, por 2 a 1.

Não, não foi uma performance horrorosa do Verdão, dessas de se esquecer para o resto da vida. Assim como também não foi uma exibição de gala do Atlético. Mas, que o Galo foi bem melhor, ah, disso não resta a menor dúvida. E que mereceu a vitória nem se fala, sobretudo por aquele golaço de Diego Tardelli, que mais parecia um ser de outra dimensão movendo-se entre comuns mortais desta.

Não vai ser mole o Palmeiras erguer a fronte com esse elenco em que apenas se destaca o pibe Allione, nesta ou naquela jogada de efeito.

 

Um comentário

  1. SR HELENA, TENHO 65 ANOS , NUNCA VI FUTEBOL TAO RUIM,NUNCA VI TANTA CORRUPÇAO, NUNCA VI DIRIGENTES SO ´PENSANDO NO PODER. A MIDIA EM GERAL ,NAO CRITICA MAIS A GLOBO NAO DEIXA.

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