Raposa e Peixe em noite de sábado

Divulgação/Cruzeiro
Divulgação/Cruzeiro

O Cruzeiro é visto num céu de brigadeiro a esta altura do campeonato. E a perspectiva é a de que é a de que se mantenha assim neste sábado, quando receberá o Figueirense que está lá na lanterna do Brasileirão ao lado de Flamengo e Coritiba, por pontos ganhos, apenas 7 contra 28 acumulados pelo líder até agora.

Mas, o Brasileirão, o amigo tá cansado de saber, é um campo minado. Um passo em falso, e, bum!

O caso é que mineiro tem fama de ser prudente, e o técnico Marcelo Oliveira é fruto da terra, sô. Prudente, modesto, mas também ousado e inteligente, o que se reflete claramente no modo de seu time jogar: cuidadoso lá atrás, mas sempre de olho nas redes inimigas, onde chega com frequência, aos toques ou em trocas velozes e agudos de passes.

Era assim no Coritiba e foi assim na brilhante campanha da conquista do Brasileirão passado pela Raposa. E continua repetindo o modelo este ano.

E olhe que o bicho não é daqueles que ficam se esgoelando à beira de campo, com um olho no jogo e outro nas câmeras de tv. Comanda, sim, seus jogadores, reclama do juiz, dá bronca, bate palma, tudo que é de praxe, mas dentro das medidas. Ainda por cima, nos bastidores, não fica pedindo absurdos à diretoria. Ao contrário: recebe uma pá de jogadores, bons jogadores, mas que não vingaram em outros tantos clubes da dimensão do Cruzeiro. Espreme esses limões, bota a dose certa de açúcar e afeto, e o que recebemos é um suco delicioso de dar água na boca dos seus concorrentes mais salientes.

Nunca será técnico da Seleção, por mais títulos que vença, por melhor que seus times joguem. Não, pelo menos, enquanto perdurar um quadro diretivo da CBF como o atual e seus últimos predecessores. Mas, que merecia e nos faria um bem danado, ah, disso não resta a menor dúvida.

Peixe com Thiago

Até parece um daqueles pratos servidos em mesinha no avarandado à beira-mar. O que o amigo deseja? Peixe com Thiago.

É que Thiago Ribeiro dá aquele tempero especial que andava faltando ao Peixe desde que o atacante baixou enfermaria: um toque de experiência aos Meninos da Vila e mais profundidade nos lances pela esquerda do seu ataque.

Thiago volta à hora crepuscular como queria o poeta, na Vila, contra a Chapecoense, no lugar de Geuvânio, que nem fica no banco. O que será que acontece com esse garoto de certas habilidades mas tão oscilante nos seus desempenhos? Problema de Oswaldo de Oliveira, sujeito de bom gosto, que não tem a intolerância como traço forte de sua personalidade.

De qualquer forma, apesar do número excessivo de baixas, bem que o Santos pode seguir de forma digna no campeonato. E, quem sabe até oferecer um daqueles excitantes momentos de bola bem jogada com que nos brindou, aqui e ali, ao longo da temporada.

3 comentários

  1. Não entendo a insistência da CBF com técnico gaúchos. Os técnicos mineiros sempre foram bem, à frente da Seleção Brasileira.
    Telê Santana – Além de ter conseguido levar o Atlético ao 1º campeonato brasileiro em 1971, chegou à Seleção em 1980 e montou uma equipe que, mesmo não tendo sido campeã da Copa do Mundo de 1982, é considerada uma das melhores seleções do Brasil, de todos os tempos. Dispensado, após a Copa, voltou à seleção em 1985 e disputou a Copa de 1986, perdendo a classificação nos penaltys para a França, permanecendo invicto.
    Carlos Alberto Silva – Sucedendo a Telê Santana e depois de ter feito o Guarani campeão brasileiro de 1978, ganhar os paulistas de 1979 e 1981, foi para a seleção sendo medalha de ouro invicto do Pan-Americano de 1987 e medalha de prata nos jogos Olímpicos de Seul em 1988, perdendo apenas o jogo final para a Rússia.
    Então amigos, já está passando da hora de um técnico mineiro na Seleção. Chega de gaúchos com aquele futebol pesado e de resultados.
    Marcelo Oliveira poderia dar outra cara ao futebol brasileiro. Resta saber se ele vai querer entrar naquela panela que é a CBF, onde os interesses pessoais mandam mais que os resultados da Seleção.

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