Afinal, o que são seis minutos?

Fernando Dantas/Gazeta Press
Fernando Dantas/Gazeta Press

Então, ficamos assim: tudo não passou de um súbito e inexplicável apagão de seis minutos. De resto, tudo correu às mil maravilhas neste anho e meio de Felipão à frente do selecionado nacional (o homem não teve nem a gentileza de citar os outros três anos em que Mano Menezes roeu o osso de renovar o time de Dunga, construindo a base da sua equipe).

O plano foi o mais lúcido possível e sua aplicação impecável. Os números exibidos na coletiva-coletiva da Comissão Técnica são incontestáveis: tantas vitórias, tantos gols tomados, outros tantos marcados e assim vai. Campeões da Copa das Confederações, vencendo com autoridade os campeões do mundo, neste Mundial passamos por Croácia, México, Camarões, Chile e Colômbia, cinco expressivas forças do planeta, até sucumbirmos naqueles fatídicos seis minutos de apagão.

Ainda que essa trajetória tenha sido aos trancos e barrancos (acréscimo meu, não deles).

Normal. Tão normal e desculpável que Parreira exumou mensagem de agradecimento de uma torcedora, em nome da nação brasileira. Comovida, exalta a existência de Felipão, por sua impoluta, competente e heroica ação à frente do time nacional. E Parreira o fez com o rosto congestionado e lágrimas insinuando-se sob as pálpebras trêmulas.

E, a uma pergunta sobre declarações pouco laudatórias de um cartola catarinense, Felipão foi fundo: “Ele devia beijar minhas mãos, pois, dei o único título que o futebol catarinense já ganhou (uma Copa Brasil pelo Criciúma)”. Modéstia à parte.

Marin é um presidente sem precedente, à frente da CBF, entidade que cuida com esmero não apenas da equipe titular como das bases e do futuro do futebol brasileiro, promovendo simpósios muito instrutivos aos treinadores dispostos a aprender algo novo sobre o jogo da bola.

Por fim, quem quiser chorar faça-o na cama, pois vivemos todos num paraíso verde-amarelo.

Afinal, o que são seis minutos numa vida inteira?

4 comentários

  1. Eu gosto muito dos comentários do Alberto Helena, mas acho q os jornalistas, tanto faz a classe, esportiva ou não, deveriam usar palavras mais simples,para expor suas opiniões, levando ao leitor, uma rápida compreensão de seu texto.

    palavras como EXUMOU IMPOLUTA LAUDATÓRIAS ESMERO SIMPÓSIOS

    na minha humilde opinião são totalmente desnecessarias, pois com o tipo de educação q temos no país, é preciso um dicionário ao lado para poder entender o que se quer dizer…

    1. Obrigado pela atenção e pela advertência, que, digo, já ouvi antes. Sucede que pertenço a uma escola de jornalismo que considera dever do profissional valorizar o conhecimento, sobretudo o do nosso idioma. Tempos atrás, um funcionário humilde da Globo veio me agradecer justamente pelo que o amigo me condena. Dizia ele que meus textos o forçaram a frequentar o dicionário, o que havia enriquecido em muito seu vocabulário. Num país de ensino tão deficiente, creio ser essa uma boa contribuição. Mesmo porque, com as facilidades oferecidas pela tecnologia das comunicações, é muito fácil o sujeito tirar suas dúvidas on-line. Resumindo: a ida frequente ao Aurélio, creia, é sempre uma salutar e mágica viagem.

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