Nem Robben, nem Messi

Djalma Vassão/Gazeta Press
Djalma Vassão/Gazeta Press

Êta joguinho tedioso esse pelas semifinais da Copa do Mundo entre Holanda e Argentina. Se espremermos os dois tempos regulamentares, mais a prorrogação, pingam duas escassas gotas de emoção – uma chance desperdiçada por Higuaín, em cruzamento da direita, e uma investida de Robben que Mascherano  aparou pra escanteio na hora exata do tiro.

De resto, muita marcação de lado a lado, um festival de passes errados e um medo geral de estremecer o Itaquerão.

Na cobrança de pênaltis, deu Argentina, com direito a defesa de Romero em cobrança de Snejider, um especialista em bolas paradas.

E assim os argentinos, que chegaram à final da Copa do Mundo aos solavancos, com Messi decisivo nas primeiras fases, mas longe das atuações que o fizeram ser reverenciado como o melhor do mundo por três ou quatro vezes seguidas, nem sei.

Por outro lado, se alguém aí ainda se interessa por isso, cabe-nos a Holanda na decisão do terceiro lugar. Não a mesma Holanda que botou pra fora o time de Dunga, na última Copa. Muito menos aquela histórica Laranja Mecânica de Crujyff, Neskeens e cia. Nem mesmo os bagunçados mas brilhantes times de Rejykaard, Seedorf, Davids, os irmãos De Böer, Kluivert etc.

Esta é uma Holanda que depende exclusivamente das arrancadas, dribles, assistências e gols de Robben, o melhor do torneio, sem dúvida. O que, aliás, lhe poderá conferir o título que já foi de Messi e é de Cristiano Ronaldo.  Afinal, essa tem sido a praxe adotada pela Fifa – o melhor da Copa é automaticamente escolhido o melhor do mundo na temporada.

Se conseguirmos segurar o bicho, até que dá para levantar os olhos. Não, a cabeça, claro, que essa deve ser enfiada na terra da história até segunda ordem.

2 comentários

  1. Noooossa, que maravilha poder ler novamente seus textos Helena, que prazer! Sou seu fã de carteirinha, que prazer, que prazer! Você não pode ficar ausente da mídia escrita, pelo bem da jornalismo esportivo você não pode deixar de estar conosco, por favor.

    Bem, quanto ao jogo Holanda e Argentina? Uma mera formalidade, um mero comprimento de tabela, afinal, passou quem tem mais camisa, quem tem mais estofo, pois na hora do vamos ver mesmo a Holanda novamente refugou, infelizmente…

    Agora é torce para que na final domingo no Maracanã o futebol volte a ser reverenciado com gols, dribles, jogadas espetaculares e, que vença o melhor! Simples.

    Abraço amigo!

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