Velocidade (também) é com elas

Instagram/Divulgação

A Women Series vai para a pista da Red Bull, na Áustria, no dia 26 de junho. Será uma das atrações do GP da Estíria de Fórmula 1, no fim de semana. E abrirá também uma parceria com a Liberty Media, garantindo sua presença como preliminar em oito provas de F1. É o caminho para uma mulher, dentro de algum tempo, chegar à categoria mais importante do automobilismo mundial. É o sonho, por exemplo, da única latino-americana entre as 20 selecionadas, a catarinense de Caibi Bruna Tomaselli.

A Liberty Media quer ir além da mensagem forte contra o racismo iniciada por Lewis Hamilton. A sustentabilidade e o espaço para as mulheres fazem parte de sua cartilha. É nesse contexto que a W Series vai iniciar o campeonato.

O Channel 4, da Inglaterra, transmitirá as corridas assim como outras emissoras da Europa. O ex-piloto David Coulthard comentará as provas. A Puma fechou contrato para fazer os macacões das pilotas. Nos circuitos, fatalmente, o desempenho das mulheres em provas rápidas e disputadas de 30 a 45 minutos será observado pelos chefes e pilotos das equipes da Fórmula 1. Este é a segunda temporada da W Series. A primeira foi em 2019 e a campeã foi a britânica Jamie Chadwick, pilota de desenvolvimento dos carros da equipe Williams, e que estará de volta à categoria. No ano passado, a temporada foi cancelada por conta da Covid-19. Os carros são rigorosamente iguais: chassis Tatuus e motor Alfa Romeo de 1.8. O desempenho desses monopostos é o mesmo dos carros dos campeonatos regionais de Fórmula 3. Bruna explica que, dentro de alguns limites, cada pilota faz o acerto necessário de aerodinâmica e relação de marchas, por exemplo. “As chances são iguais para todas’, alerta a pilota de 23 anos que leva o patrocínio da confecção Bruna&Bia. O sistema de pontuação é o mesmo da Fórmula 1. Após a corrida de abertura, a W Series terá provas também na semana seguinte no mesmo circuito seguida por Silverstone, Hungaroring, Spa, Zandvoort, Austin e México onde termina a temporada.

As adversárias de Bruna são britânicas em sua maioria (5) e espanholas (3) mas há também pilotas da Escandinávia, Rússia, Japão, Itália, Estados Unidos, Holanda e África do Sul.

Admiradora das conquistas de Lewis Hamilton, Bruna revela o nome do piloto da F1 por quem torce nas corridas: Charles Leclerc. “É o meu favorito. E ainda corre pela Ferrari”.

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