
A Red Bull já pensa na temporada do ano que vem. E nesta segunda-feira anunciou a primeira mudança. O tailandês Alexander Albon, já a partir do GP da Bélgica, no final do mês, será o novo companheiro de Max Verstappen. Pierre Gasly foi ‘rebaixado’ e passará a defender a Toro Rosso ao lado do russo Daniil Kvyat.
O plano da Red Bull é avaliar logo se o estreante Albon reúne condições para sustentar a posição de segundo piloto da escuderia. Se marcar presença nas nove etapas restantes da temporada, ele será confirmado.
Gasly, na primeira metade do campeonato, ficou aquém das expectativas da equipe Red Bull, justificando a troca. Albon, 23 anos, foi escolhido porque provou que tem talento. O russo Daniil Kvyat, 25 anos, também foi analisado. Caso Albon não renda o suficiente, Kvyat poderia substitui-lo. Mas a equipe também observa com cuidado a dança das cadeiras, que está começando, analisando todas as opções possíveis para 2020.
Não é a primeira vez que a Red Bull troca um piloto no meio da temporada. Em 2016, Daniil Kvyat, que era o companheiro de Daniel Ricciardo, foi trocado por Max Verstappen. E o resultado não poderia ser melhor.
Na formação de duplas de pilotos para o ano que vem, uma das incógnitas é o futuro de Valtteri Bottas na Mercedes. E o piloto, no final desta semana, admitiu que estuda planos ‘B’ e ‘C’, caso a equipe decida substitui-lo. Desde o começo de julho passou-se a comentar a possibilidade de a Mercedes convidar Max Verstappen (cujo contrate vai até o final de 2020 mas com liberdade para sair quando quiser). O problema é saber se isso poderia ou não abalar Lewis Hamilton (que está preso sob contrato ainda em 2020) e, no fim das contas, acabar sendo prejudicial para a equipe. Fora Max, há ainda a chance de se promover Esteban Ocon que, em tese, não afetaria o trabalho de Hamilton.
A partir da Mercedes, as peças começarão a se encaixar. Se Verstappen sair, a Red Bull poderia precisar de um piloto mais tarimbado. Talvez o próprio Bottas, por exemplo. Ou até Fernando Alonso que, através de suas redes sociais, tem elogiado a evolução da montadora japonesa e, dessa forma, procurando eliminar as arestas que ficaram desde que, praticamente, exigiu que a McLaren substituísse os motores Honda pelos Renault.
Político, Alonso também andou elogiando Sebastian Vettel, piloto que goza de muito prestígio na Red Bull por conta de seus quatro títulos mundiais e uma remota opção da equipe caso Max Verstappen vá para a Mercedes.
Outra negociação importante envolve a Renault onde Daniel Ricciardo deverá permanecer. Mas Nico Hulkenberg poderá sair. A equipe gostaria de contar com Esteban Ocon para seu lugar se ele não ocupar a vaga de Bottas.
A Haas enfrenta problemas essa temporada. E seus dois pilotos – Kevin Magnussen e Romain Grosjean já colidiram entre si três vezes. Os dois terão seus respectivos contratos vencidos. Se alguém sair provavelmente será Grosjean. Alvos possíveis da Haas: Bottas (chances limitadas) ou Hulkenberg (chances maiores).
A Ferrari não deverá mudar sua dupla de pilotos composta por Sebastian Vettel e Charles Leclerc. A McLaren foi a primeira a confirmar que Lando Norris e Carlos Sainz Jr. Continuarão em 2020. A Racing Point, salvo alguma surpresa, também manterá Sergio Perez e Lance Stroll.
Williams, Alfa Romeo e Toro Rosso estarão na mira de possíveis pilotos demitidos assim como de pretendentes vindos da F2 como o canadense Michael Latifi, o holandês Nyck de Fries e o brasileiro Sergio Sette Câmara (que precisa terminar o campeonato entre os quatro primeiros para conquistar a superlicença). E há ainda Pietro Fittipaldi, atualmente piloto de testes da Haas, em busca também da superlicença. As possíveis vagas nessas três escuderias serão a de Robert Kubica (Williams), Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo) e Alexander Albon ou Daniil Kvyat (Toro Rosso). Há ainda a vaga de George Russell, na Williams. O inglês, campeão da F2 de 2018, poderia ser opção para a Haas ou Racing Point.
A arquitetura do Mundial de Fórmula 1 2020 está na prancheta. E começa pela elaboração de um campeonato que, pela primeira vez na história da categoria, deverá contar com 22 corridas. O pré-calendário deve ser divulgado até o final do mês. O GP da Alemanha deve ser excluído. Em compensação as entradas da Holanda e Vietnã estão praticamente confirmadas.
O México, cujo futuro da corrida era visto com pessimismo, acabou conseguindo renovar o contrato até 2022. Por mais três anos, portanto, e não cinco como desejavam os organizadores. A Espanha, outra corrida ameaçada, também contornou seus problemas e deverá permanecer no campeonato. O calendário já tem a prova inicial confirmada para 15 de março, na Austrália.