
O Mundial de Fórmula 1 2019 está em recesso até o último final de semana de agosto quando as equipes disputarão o GP da Bélgica, a 13ª etapa. Durante os primeiros 15 dias das férias, os engenheiros, mecânicos e pilotos têm o compromisso de não trabalhar e as respectivas sedes devem permanecer fechadas. Mas nos bastidores os acertos para a temporada que vem não param.
Uma das chaves será o futuro de Valtteri Bottas na Mercedes. É de conhecimento que a equipe esperava resultados melhores dele este ano. Bottas até que começou bem o campeonato, ganhou duas corridas e previa-se até uma reedição da disputa entre Nico Rosberg e Lewis Hamilton. Mas ficou só nas previsões. Desde o começo de julho passou-se a comentar a possibilidade de a Mercedes convidar Max Verstappen (cujo contrate vai até o final de 2020 mas com liberdade para sair quando quiser). O problema é saber se isso poderia ou não abalar Lewis Hamilton (que está preso sob contrato ainda em 2020) e, no fim das contas, acabar sendo prejudicial para a equipe. Mesmo sem render o esperado, Bottas tem somado pontos para o Mundial de Construtores e é o segundo do campeonato. A hipótese de ele permaneça é real. Mas, fora Max, há ainda a chance de se promover Esteban Ocon que, em tese, não afetaria o trabalho de Hamilton.
A partir da Mercedes, as peças começarão a se encaixar. Se Max Verstappen permanecer na Red Bull, o que é mais provável, a dúvida é Pierre Gasly que poderia perder o lugar para Alexander Albon ou até Daniil Kvyat. Se Verstappen sair, a Red Bull poderia precisar de um piloto mais tarimbado. Talvez o próprio Bottas, por exemplo. Ou até Fernando Alonso se a equipe souber contornar a resistência da Honda.
Outra negociação importante envolve a Renault onde Daniel Ricciardo deverá permanecer. Mas Nico Hulkenberg poderá sair. A equipe gostaria de contar com Esteban Ocon para seu lugar se ele não ocupar a vaga de Bottas.
A Haas enfrenta problemas essa temporada. E seus dois pilotos – Kevin Magnussen e Romain Grosjean já colidiram entre si três vezes. Os dois terão seus respectivos contratos vencidos. Se alguém sair provavelmente será Grosjean. Alvos possíveis da Haas: Bottas (chances limitadas) ou Hulkenberg (chances maiores).
A Ferrari não deverá mudar sua dupla de pilotos composta por Sebastian Vettel e Charles Leclerc. A McLaren foi a primeira a confirmar que Lando Norris e Carlos Sainz Jr. Continuarão em 2020. A Racing Point, salvo alguma surpresa, também manterá Sergio Perez e Lance Stroll.
Williams, Alfa Romeo e Toro Rosso estarão na mira de possíveis pilotos demitidos assim como de pretendentes vindos da F2 como o canadense Michael Latifi, o holandês Nyck de Fries e o brasileiro Sergio Sette Câmara (que precisa terminar o campeonato entre os quatro primeiros para conquistar a superlicença). E há ainda Pietro Fittipaldi, atualmente piloto de testes da Haas, em busca também da superlicença. As possíveis vagas nessas três escuderias serão a de Robert Kubica (Williams), Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo) e Alexander Albon ou Daniil Kvyat (Toro Rosso). Há ainda a vaga de George Russell, na Williams. O inglês, campeão da F2 de 2018, poderia ser opção para a Haas ou Racing Point.
O jogo de xadrez está começando.