
A vitória no GP da Alemanha foi o troco de Lewis Hamilton depois de perder o GP da Inglaterra para Sebastian Vettel. No circuito de Hockenheim, que pode ter se despedido de vez da Fórmula 1, o piloto inglês viu a vitória cair no seu colo depois de um erro fatal de Vettel, saindo da pista sozinho e chocando-se com o guardrail quando liderava tranquilamente a corrida rumo à sua primeira vitória no circuito. A derrota custou caro para Vettel: de oito pontos de vantagem na classificação, ele caiu para o 2º lugar 17 pontos atrás de Lewis Hamilton.
A ameaça de chuva – que não veio na quantidade esperada – confundiu as equipes. Alguns mais afobados como Charles Leclerc e Max Verstappen tentaram se aproveitar e colocaram pneus de chuva aos primeiros pingos. Mas foram obrigados a parar logo depois para recolocarem os pneus para pista seca, comprometendo de vez o resulta do da corrida.
Outros acabaram deslizando e saindo da pista. Acabou se dando melhor quem manteve os pneus lisos. E Lewis Hamilton, saindo da 14ª posição depois de problemas hidráulicos no treino de sábado, foi galgando posições para chegar na frente, beneficiado pela batida de Vettel.
A Mercedes fez um bom jogo de equipe e ainda colocou Sebastian Vettel em 2º. A Ferrari também tinha trabalhado bem e poderia ter vencido se Vettel não batesse. As duas escuderias também tiveram de ‘orientar’ seus segundos pilotos para não atrapalharem os dois primeiros. Kimi Raikkönen recebeu ordem para deixar Vettel ultrapassá-lo. E Bottas que, de repente, ameaçou ultrapassar Hamilton, foi avisado para ‘permanecer’ na posição em que estava. Com o contrato recém-assinado, o finlandês obedeceu. Depois de 11 corridas disputadas, o jogo de equipe passará a ser inevitável.
Nesta segunda metade da temporada, com alguns contratos sendo fechados, não resta a alguns pilotos permanecer onde estão. Daniel Ricciardo que sonhava com a Ferrari disse que está pronto para mais uma temporada na Red Bull. Kimi, com futuro incerto – fala-se que poderia ir para a Sauber – ainda espera renovar com a Ferrari e impedir que Charles Leclerc ganhe a posição. O cobiçado Lance Stroll, que põe bom dinheiro na Williams, já admite levar seus dólares canadenses para a Force India.
E algumas equipes já se dispõe e sacrificar posições no grid pela troca de componentes visando melhorar a performance. É o que deverá acontecer com a Toro Rosso com a responsabilidade de desenvolver os motores Honda que equiparão os carros da Red Bull a partir de 2019.
Domingo é a vez do GP da Hungria. O circuito travado é ótimo para Ferrari e Red Bull. A dúvida é como se comportarão os carros da Mercedes. Depois virão as férias de agosto.