
O preto substitui o vermelho nesta quarta-feira, 25/07, com a morte do ex-presidente e ex-CEO da Casa de Maranello, Sergio Marchionne, 66 anos, em um hospital na Suiça. O presidente da FIA, Jean Todt, expressou suas condolências e lembrou da importância de Marchionne para o automobilismo esportivo. O executivo era membro do FIA F1 Grupo de Estratégia e do projeto da entidade para a segurança nas estradas. No domingo, no Hungaroring, a Ferrari correrá de luto.
Marchionne recuperou as finanças da Fiat quando assumiu sua direção em 2004, no lugar de Luca di Montezemolo. Depois cuidou muito para levantar a scuderia Ferrari no Mundial de Fórmula 1, contratando imediatamente Maurizio Arrivabene para chefiá-la.
Sergio Marchionne esteve na ativa até o final de junho quando foi operado para a retirada de um tumor no ombro. E um de seus últimos projetos na equipe era a promoção do piloto Charles Leclerc, fazendo sua primeira temporada pela Sauber, para a equipe Ferrari no próximo ano, no lugar de Kimi Raikkönen. Marchionne foi também o responsável pela parceria entre a Alfa Romeo e a Sauber iniciada na atual temporada. Na semana passada, o grupo Fiat anunciou que seu substituto é o britânico Mike Manley.
Todos os projetos de Marchionne deverão ter continuidade. Em junho, ele anunciou um ambicioso plano de negócios para 2018/2020 envolvendo principalmente as marcas Jeep, Maserati e Alfa Romeo. Em sua última visita ao Brasil, em março deste ano, no polo da Fiat em Goiana, Pernambuco, Marchionne deu o seguinte conselho: o Brasil precisa exportar mais e investir no etanol.