
Tempo frio, problemas com pneus e uma tática discutível tiraram a chance de Sebastian Vettel no GP da Espanha. Por outro lado, a Mercedes foi impecável na opção por uma única parada e no trem de corrida de Lewis Hamilton desde a largada. A dobradinha Hamilton/Bottas fez por merecer as duas posições mais altas do pódio. E o inglês ainda ficou com o título de ‘Piloto do Dia’. A dúvida é se a corrida de Barcelona foi circunstancial ou se marcou uma virada da Mercedes. Vamos aguardar o próximo capítulo.
A Mercedes, como se sabe, fez mudanças nos seus carros antes mesmo da corrida do Azerbaijão. Lá, uma prova com imprevistos fora do roteiro, o resultado não serviu de base para uma leitura do momento. Na Espanha, a situação é outra.
A corrida também surpreendeu pelo número excessivo de carros que não concluíram o percurso – seis. Mas três deles foram resultado de uma manobra infeliz de Romain Grosjean que, perdendo a mão ainda na primeira volta, tracionou a Haas no meio da largada, tirando Pierre Gasly e Jan Magnussen da corrida. Os comissários não titubearam e Grosjean pagará três posições no grid do GP de Mônaco, dia 27 de maio.
Fora isso e um toque involuntário de Max Verstappen (mais uma vez) e um retardatário, o resultado da corrida foi absolutamente normal. O holandês fez bonito. Com a asa dianteira esquerda danificada, preferiu continuar na pista, imprimindo boa velocidade, em vez de fazer uma segunda e comprometedora parada no box. Resultado: subiu ao pódio em terceiro, sua melhor classificação do ano.
A corrida foi decidida nas paradas. Uma única troca de pneus para os carros da Mercedes e Red Bull e duas para Sebastian Vettel. Kimi Raikkönen abandonou. Vettel poderia ter parado uma única vez? Ele assegurou que não. Mesmo com duas trocas, os pneus estavam perdendo qualidade no final da corrida. A Ferrari sofreu com os pneus durante todo o final de semana.
As Red Bull poderiam, quem sabe, ter lutado pela vitória. Mas, a princípio, os motores Renault não permitiram. Embora Daniel Ricciardo tenha ficado com o novo recorde da pista – 1min18s441 – depois de quebrado diversas vezes por Hamilton, Bottas e o próprio Ricciardo, o speed trap que aponta as maiores velocidades finais mostrou distância do mais rápido – Esteban Ocon, equipado com motor Mercedes, 340,1 km/h – em relação ao primeiro carro equipado com Renault, a Red Bull de Daniel Ricciardo, 9º colocado com 332,6 km/h.
De resto, louve-se o esforço de Fernando Alonso que conduziu a McLaren ao 8º lugar, o crescimento de Charles Leclerc, da Sauber, que voltou a pontuar chegando em 10º, e os intermináveis problemas da Williams, a última colocada do Mundial de Construtores com míseros quatro pontos. Na disputa pela liderança de pilotos, Hamilton abriu 17 pontos sobre Vettel, e a Mercedes, 27 sobre a Ferrari entre os Construtores.
O 47º Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 acontece nos dias 9, 10 e11 de novembro no autódromo de Interlagos, em São Paulo. Os ingressos para a corrida, informações e imagens em 360 graus dos setores estão disponíveis no único site oficial do evento: www.gpbrasil.com.br. O GP Brasil também está no Instagram e Facebook: gpbrasilf1