Equipes parceiras garantem mais equilíbrio na F1

Foto: Andrej Isakovic/AFP

Na semana do GP da Espanha de F1, equipes continuam discutindo um novo formato. Com base no bom resultado da parceria entre a Haas e a Ferrari, melhorando a performance da escuderia americana, outras associações poderão se confirmar brevemente. A Mercedes está interessada e já anunciou duas possíveis opções: Williams ou Force India.

Atualmente, a Red Bull já tem a Toro Rosso como equipe B – e poderá utilizar também os motores Honda a partir do ano que vem – e a Sauber transformou-se em segunda equipe da Ferrari com a chancela da Alfa Romeo.

Por enquanto nem Williams nem a Force India confirmaram a possibilidade de criar um vínculo mais estreito com a Mercedes.

Depois das surpresas e duelos empolgantes nas corridas já disputadas do Mundial de Fórmula 1 2018, quem poderá assombrar no GP da Espanha, no próximo domingo, no novo horário das 10h10 (de Brasília)? Esta é uma aposta difícil. O GP do Azerbaijão, parece, deixou marcas ainda não bem cicatrizadas. O treino de classificação, no sábado, começa às 10h.

Em primeiro lugar, a Red Bull. Depois do choque entre Max Verstappen e Daniel Ricciardo (os dois foram considerados culpados, advertidos pelos comissários e obrigados, pela equipe, a se desculpar com todos o membros), como eles se comportarão na pista? Um pouco tensos, talvez, cautelosos possivelmente ou considerarão o acidente como parte do jogo?

Curiosamente, Lewis Hamilton ficou visivelmente constrangido com a vitória porque, simplesmente, não se julgava merecedor e sim seu companheiro de equipe, Valtteri Bottas. Não é uma atitude normal na Fórmula 1. Mas o que pode mudar com isso no interior da Mercedes que ainda não tinha vencido no Mundial? Bottas, perseguido pelo azar, irá para a pista pensando mais na falta de sorte?

A Ferrari perdeu a chance da vitória depois de uma tentativa mal sucedida de ultrapassagem no final da prova quando Vettel não segurou o carro – ou os pneus sem o aquecimento necessário não colaboraram. Será Vettel mais calculista no circuito de Barcelona? E não custa lembrar que esta não é um traçado que se poderia chamar de empolgante, contando habitualmente com provas mais convencionais. Mas este ano o Mundial parece decidido a surpreender em cada GP.

O currículo dos últimos dez anos não ajuda nenhuma previsão. Foram três vitórias da Mercedes, três da Red Bull, duas da Ferrari, uma da extinta Brawn e uma, pasmem, de Pastor Maldonado com Williams, em 2012. Entre os pilotos quem mais venceu foi Lewis Hamilton, com duas conquistas.

No segundo grupo ficam dúvidas sobre o comportamento dos carros da McLaren – em lenta mas constante evolução desde que passou a utilizar motores Renault – da Haas, que não teve um bom final de semana em Baku, Renault e Force India. Acho que vale a pena ficar de olho nos carros da Renault. O russo Sergey Sirotkin, da Williams, perderá três posições no grid, culpado do acidente com Sergio Perez, no Azerbaijão.

O 47º Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 acontece nos dias 9, 10 e11 de novembro no autódromo de Interlagos, em São Paulo. Os ingressos para a corrida, informações e imagens em 360 graus dos setores estão disponíveis no único site oficial do evento: www.gpbrasil.com.br. O GP Brasil também está no Instagram e Facebook: gpbrasilf1

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