
A Fórmula 1 despede-se da temporada de 1917 no domingo, às 11h, em Abu Dhabi (classificação, sábado, no mesmo horário). Será o round final, o 20º, na disputa dura que Lewis Hamilton e Sebastian Vettel travaram durante todo o campeonato. Hamilton já é o campeão mundial desde a corrida do México. Vettel ainda não assegurou o vice. E a Ferrari só reagiu depois, vencendo o GP Brasil, em Interlagos.
Se Hamilton e Vettel estão empatados em títulos – quatro para cada um – os números de 2017 impulsionaram muito a carreira do piloto inglês. Em primeiro lugar, Lewis Hamilton tornou-se o piloto com maior número de poles da história da F1 somando 72 contra 68 de Michael Schumacher, 65 de Ayrton Senna e 50 de Vettel. E passou a ser o segundo piloto com maior número de vitórias com 61. O primeiro é Schumacher com 91. Depois de Hamilton aparecem Alain Prost com 51 e Vettel com 47.
Lewis Hamilton ficou em segundo na classificação do campeonato até o GP da Itália quando começou a virada, permitindo que em apenas três corridas, ele abrisse uma vantagem considerada insuperável para o piloto alemão. Das 19 corridas disputadas este ano, Hamilton venceu 9 e Vettel 5.
O circuito de Abu Dhabi oferece boas condições para Ferrari e Mercedes competirem pela vitória. Mas, apesar da vitória circunstancial de Vettel em Interlagos, a Mercedes está rendendo mais. No retrospecto, Lewis Hamilton e Sebastian somam três vitórias cada um nesta pista.
A pressão maior está sobre a Ferrari. A diferença de 22 pontos entre Sebastian Vettel e o terceiro colocado, Valtteri Bottas, não garantiu ao piloto alemão o vice. É verdade que a possibilidade de uma surpresa é remota. Mas 25 pontos estarão em jogo. E fora da disputa que pontuou a temporada, a Red Bull aparece como uma sombra que ameaça Ferrari e Mercedes nesta reta final. E Max Verstappen não costuma desperdiçar boas oportunidades.
O GP da Abu Dhabi marcará algumas despedidas. A primeira é de Felipe Massa que fará sua última corrida de F1 depois de um adeus emocionado após o GP Brasil. Massa lutará por uma classificação que faça jus ao seu histórico de 11 vitórias na categoria e companheiro preferencial de Michael Schumacher nos anos Ferrari. Para o lugar de Massa na Williams, teremos o polonês Robert Kubica na próxima temporada. Veremos também, pela última vez, a McLaren correr com motores Honda. No lugar da montadora japonesa (que passará a equipar os carros da Toro Rosso) estará a francesa Renault em 2018. Outro que se despede é Pascal Wehrlein que não continuará na Sauber no ano que vem.
Em Abu Dhabi, a Fórmula 1 vai para a pista já pensando no GP da Austrália, 25 de março de 2018.
Cumprimentos: parabéns Pietro Fittipaldi, campeão da World Series, e Bruno Senna, campeão do Mundial de Endurance. E Sette Câmera, que por uma curva, não venceu a tradicional prova de F3 em Macau. O automobilismo brasileiro está vivo.