Kubica na Williams. Contrato de risco?

Foto: AFP

O piloto Robert Kubica ainda não foi anunciado entretanto, segundo a imprensa europeia, foi o escolhido para o lugar de Felipe Massa a partir do ano que vem. O contrato seria por um ano. Quais seriam os planos da equipe Williams para o piloto polonês?

Kubica correu pela última vez na F1 no GP de Abu Dhabi de 2010. No começo do ano seguinte sofreu um grave acidente em uma prova de rali e, por muito pouco, não teve o braço direito amputado.  Os testes que realizou desde o ano passado, primeiro pela Renault e depois pela Williams, demonstraram que, do ponto de vista físico, Kubica dá conta do recado. Passou, inclusive, por uma avaliação da FIA. Há uma exigência para que o piloto saia do cockpit do carro em, no máximo, cinco segundos. Ele realizou o teste em quatro segundos. No Hungaroring, com um carro da Renault, superou a marca que ele mesmo tinha estabelecido na corrida de 2010.

No próximo dia 7 de dezembro, Kubica completará 33 anos. Será com 33 anos que ele vai retomar a carreira que, antes do acidente, parecia muito promissora. Com uma boa combinação de agressividade, técnica e ousadia, o polonês era apontado como um sério candidato, em pouco tempo, à conquista de um título mundial. E agora?

Jackie Stewart, o tricampeão, me contou ainda nos anos 70 que, um ano depois de encerrar a carreira, recebeu uma proposta milionária para voltar a correr pela equipe Brabham. “Eu fiquei tentado mas refleti. Poderia ganhar uma ou outra corrida. Mas acho que não teria condições de fazer uma temporada inteira, todas as corridas, todos os testes. Não daria conta. Por isso não aceitei”. Na época ele tinha 35 anos.

Testes individuais na pista nem sempre correspondem à realidade. É diferente estar sozinho com a equipe em uma pista – sem pressão, sem tráfego, sem público, etc. Participar de um teste coletivo ou um treino oficial é outra coisa. A partir de janeiro, nos testes oficiais para 2018, veremos como ele, realmente, se encontra.

A Williams tinha outras opções. Daniil Kvyat poderia ficar com a vaga se trouxesse um bom patrocínio. Pelo visto não foi bem sucedido. Paul di Resta, piloto de testes, seria uma solução duvidosa. Felipe Massa era a opção conservadora. A Williams partiu partiu para a escolha mais arriscada. Teremos que esperar até o ano que vem para avaliar se a equipe acertou no alvo.

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