Agora na A1, Malu destaca projeto da Red Bull como diferencial para chegar à elite

Com a vitória no A2, o Bragantino de Malu subiu para a elite do futebol feminino
(Foto: Pedro Vilela)

Um ano e meio. O tempo de uma pandemia foi também o necessário para que o futebol feminino do Red Bull Bragantino alcançasse a elite do Brasileiro. Depois de fazer a melhor campanha na fase inicial, com 100% de aproveitamento em sua primeira participação no campeonato, a equipe do interior paulista levou a melhor na final, nos pênaltis, diante do Atlético-MG. O time comandado por Camilla Orlando não só garantiu o título como também conquistou um espaço na tão sonhada A1.

A1 essa que era objetivo na cabeça de Malu Schwaizer, meia da equipe, e de suas colegas. No comando do grupo desde o início do time, em março de 2020, foi Camila quem apresentou o projeto à Malu. Elas, que já se conheciam dos tempos de Internacional, voltaram a trabalhar juntas em março deste ano. “Eu falei pra Camilla: quem diria que existiria isso no futebol feminino — de ter um CT próprio, um projeto de longo prazo com as atletas”, relembra Malu.

Sem esconder a felicidade do título, a jogadora de 20 anos destaca a estrutura e o entrosamento da equipe como diferenciais que levaram o grupo ao título. “Aqui, nós somos realmente tratadas como profissionais, como profissionais do futebol feminino, então tudo isso é muito grande. O CT e a estrutura aqui são incríveis, a gente tem as melhores coisas que eu posso imaginar”, ressalta Malu.

Ela, entretanto, entende o privilégio de poder contar com a estrutura do Bragantino.  Se lá o apoio é “incrível”, a atleta sabe que, em outros lugares, a situação é diferente. “Muita gente ainda acha que futebol não é pra mulher, que futebol feminino é feio de assistir. O grande passo que precisamos seria as pessoas mudarem esse jeito de pensar, que é antigo, e começar a dar uma chance para o futebol feminino, olhar de um jeito diferente, começar a ir atrás e se interessar pela modalidade”, analisa.

Otimista, Malu vê as recentes mudanças como um sinal de que o futebol feminino “veio para ficar”. Para ela, a chegada de Aline Pellegrino ao cargo de Coordenação de Competições Femininas, no último ano, é um divisor de águas. “Ela está fazendo muita coisa, um trabalho muito bom. A gente vê o futebol paulista sendo muito forte”, destaca a jogadora, que também já disputou o campeonato gaúcho. “O Paulistão é muito forte, muito estruturado. A gente tem muito apoio e visibilidade”.

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