Entrelinhas, agora, na terra da melhor Seleção feminina de futebol

Faz alguns dias que o Entrelinhas não é atualizado. Eu sei. Às vésperas dos Jogos Olímpicos de Tóquio e com a Seleção Brasileira feminina já em treinamento, nos Estados Unidos, o sumiço de linhas em um blog que fala majoritariamente sobre a modalidade é, sim, de se estranhar.

Mas acontece que o Entrelinhas está de casa nova.

Eu explico: o Entrelinhas continua aqui, no GazetaEsportiva.com. Quem me conhece sabe que dessa casa eu não abro mão — porque ela faz parte não só da história do futebol brasileiro como da minha história também.

Mas o Entrelinhas, na pessoa de quem o escreve, está, sim, de casa nova. O endereço agora é a terra do futebol feminino: os Estados Unidos.

E, talvez, as coisas mudem um pouco por aqui.

Se antes as pautas eram focadas no futebol paulista e na Seleção Brasileira, agora, os horizontes vão se expandir. Os times de São Paulo e as jogadoras que representam o verde e amarelo seguem pauta, sim, claro.

Mas agora estarei fisicamente mais perto das melhores do mundo.
Aqui, por favor, não me interprete errado.

Os EUA é referência no esporte mundial (basta olhar para o número de medalhas que o país vai conquistar em Tóquio). A terra do Tio Sam é, também, uma potência na modalidade comentada neste blog.

Pra se ter uma ideia, a equipe brasileira aparece na 7ª posição no Ranking de Seleções Femininas da FIFA, com 1.970 pontos. A equipe norte-americana ostenta o primeiro posto, somando 2.200.

Os EUA têm quatro títulos na Copa do Mundo delas (1991, 1999, 2015 e 2019), um vice e três bronzes. O Brasil, por sua vez, tem uma prata e uma terceira colocação.

O objetivo, aqui, não é comparar as Seleções (eu sei que, no fundo, já estou comparando). Mas o foco é dar a dimensão do futebol feminino lá.

Em terras tupiniquins, infelizmente, ainda não valorizamos a modalidade feminina como é feito lá fora.

Não à toa, Marta, seis vezes melhor do mundo, joga por um time norte-americano, o Orlando Pride.

Marta deve seguir no Orlando Pride, pelo menos, até a disputa de 2022 da NWSL (Foto: Orlando Pride)

Temos muito a aprender com eles. Não só na estrutura oferecida pelos times dos EUA para suas atletas, como também no apoio dado pela torcida no dia a dia e em campeonatos importantes.

Mas isso é papo pra outro texto.

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