Uma das coisas mais estúpidas dos últimos tempos no futebol brasileiro foi a demissão de Filipe Luís, no Flamengo. Como um técnico cujo time goleia por 8 a 0 (a vítima foi o Madureira, na semifinal do Campeonato Carioca) pode ter um trágico fim no dia seguinte? Não tem a menor lógica. E ainda classificou a equipe para a final do torneio contra o Fluminense. Teve o incrível aproveitamento de 70%. Somou seis títulos: Copa do Brasil (2024), Supercopa do Brasil (2025), Campeonato Carioca (2025), Libertadores (2025) e o bi do Campeonato Brasileiro (2025 e 2026). Como jogador, também teve várias conquistas.
Com apenas 40 anos e pouca experiência como técnico, deixou para trás treinadores de fama internacional, alguns até da Seleção Brasileira. Tirando Jorge Jesus, foram eles: Domènec Torrent, Rogério Ceni, Renato Gaúcho, Paulo Sousa, Dorival Júnior, Vítor Pereira, Jorge Sampaoli e Tite. Nenhum conseguiu uma campanha tão significativa quanto a dele. Para muitos, reúne credenciais para substituir até Carlo Ancelotti depois da Copa do Mundo.

O que explica, então, a sua saída? Só pode ser uma “presepada” da recém-diretoria que assumiu depois das últimas eleições. O presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, e o diretor de futebol, José Fernando Rodrigues, o Boto, puxaram o tapete do jovem valor sem dó nem piedade. Eles resolveram acabar com qualquer influência da gestão passada. Como Filipe havia renovado por mais dois anos (salário de R$ 2 milhões por mês) e fazia parte dos planos anteriores, acabou entrando na leva de cortes.
O que se questiona é como um clube da grandeza do Flamengo, bem estruturado economicicamente (concorrente do Palmeiras nesse quesito), permite um comportamento amador de dirigentes que se deixaram levar pela paixão? Atitudes como essa podem impedir um maior desenvolvimento do clube em breve, ameaçando a hegemonia no futebol brasileiro. Bem, sobrou para Leonardo Jardim (dono de uma boa campanha no Cruzeiro em 2025). Tomara que tenha apoio suficiente para fazer um trabalho digno, à altura do Rubro-Negro.
E boa sorte para Filipe Luís.
E tenho dito!