A final do Campeonato Paulista ainda está em aberto. A vitória por 1 a 0 contra o Novorizontino não convenceu. Era esperada até uma goleada para definir de vez a situação sem a necessidade de depender da segunda partida. O futebol mostrado foi lento, preguiçoso e ineficaz. A sorte é que o poder ofensivo do adversário praticamente não existiu. Com exceção do pênalti perdido por Rômulo, a equipe do Interior não deu um chute a gol.
O técnico Abel Ferreira é teimoso. Dificilmente renuncia às suas convicções. Deixar Jhon Árias no banco de reservas e só colocá-lo no segundo tempo foi inexplicável. Quando o colombiano entrou, deu outra mobilidade à equipe, brilhando pela incrível categoria. Tem outro nível. Não dá nem para comparar com Sosa, apenas um jogador de esquema. Para variar, Fláco Lopes deixou a sua marca fazendo o gol da vitória, senão as coisas poderiam se complicar.
O jogo de volta em Novo Horizonte, no estádio Jorge Ismael De Biasi, vai ser uma “pedreira”. O Tigre do Vale não perde em casa de jeito nenhum e deve contar com o apoio total de sua torcida. O esquema tático do técnico Ederson Moreira favorece. Esse negócio de armar o time bem defensivamente e sair no contra-ataque em velocidade funcionou até agora. Foi assim nas fases anteriores contra Santos (Oitavas de final) e Corinthians (Semifinal).
Já o Novorizontino pode fazer frente ao poderoso adversário atuando em casa e até ser campeão. Por que não? Na base da aplicação tática, da garra e do esforço, a coisa pode funcionar. Não pode deixar de disputar, renunciar ao jogo em circunstância nenhuma. Precisa lutar até o fim. Desistir nunca, mesmo com placar adverso. Basta ter confiança e partir para cima com fé e vontade.
O Palmeiras, por outro lado, não pode deixar de atacar para evitar possível sufoco. Sem essa de ficar tocando a bola, esperando o adversário. Além disso, é bom torcer para que Árias, Fláco Lopes, Vitor Roque e Maurício estejam “inspirados”. Eles podem definir o jogo a qualquer momento. O Verdão tem mais time, sem dúvida. Está bem organizado taticamente, além de ter qualidades técnicas inegáveis. Ainda é considerado por muitos como favorito. A vantagem conseguida em Barueri pode fazer a diferença.
Uma decisão de campeonato modesta em um estádio do interior acanhado. Sem o glamour do ano passado contra o Corinthians, com a Neo Química Arena lotada. O Palmeiras é infinitamente maior e melhor do que o Novorizontino, a quem resta competir com dignidade e bravura. Talvez uma final bem diferente daquela esperada. Nem por isso sem interesse. Tudo está em aberto. A expectativa é grande.
E tenho dito!
