
Está errado quem pensa que o Campeonato Paulista caiu nas mãos do Palmeiras. Ledo engano!!! O Novorizontino está longe de ser “zebra”. Pelo contrário. Tem condições sim de ser campeão, até por ter o regulamento como forte aliado. Está invicto no estádio Jorge Ismael De Biasi, um verdadeiro “alçapão”, onde será a final. Não foi à toa que derrotou a maioria dos adversários com méritos, inclusive eliminando o “temível” Corinthians na semifinal. É uma equipe coesa que se defende bem e contra-ataca com perigo, bem dirigida pelo técnico Enderson Moreira.
Tem até condições de segurar o adversário no jogo de ida. A força de conjunto é outra virtude desse time. Cada jogador sabe bem sua função e a desempenha com precisão cirúrgica. Os espaços são ocupados com inteligência. O esquema tático tem prioridade sobre a individualidade. Muito embora três jogadores mereçam destaque: o goleiro Jordi; o meio-campista Rômulo (que aliás ainda pertence ao Palmeiras) e o artilheiro do Paulistão, Robson, com 7 gols. Eles são a “espinha dorsal” de uma equipe dedicada e aplicada em campo, onde todos marcam e todos atacam.
O Verdão, porém, deve ser apontado como o favorito. Tem mais recurso técnico. Além de um elenco fabuloso, segue à risca as determinações táticas do técnico Abel Ferreira, sempre preocupado em dar equilíbrio à equipe. Uma “constelação” de craques pode fazer a diferença também. Estarão em campo Jhon Árias, Andreas Pereira, Maurício, Flaco Lopes e Vitor Roque, jogadores que podem mudar a história da partida em uma jogada isolada.
A melhor alternativa para o Palmeiras é atacar. Atuando em casa, ao lado da sua torcida, no estádio de Barueri, precisa fazer o resultado, já que a competição vai ser decidida em Novo Horizonte. Cada time, dentro de suas características, com certeza vai proporcionar um espetáculo digno do campeonato regional mais rico, organizado e bem disputado do País. Uma grande final sem dúvida, à altura do futebol paulista. E quem ganha é o torcedor.
E tenho dito!