
Um golaço de fora da área de Gustavo Scarpa salvou o Palmeiras de um pequeno vexame, diante da Juazeirense, na noite desse sábado, em Barueri. A partida estava empatada, com o time visitante saindo na frente com gol de Nildo Juazeiro. Breno Lopes deixou tudo igual. O jogo, porém, estava encrencado e difícil. Agora, a segunda partida será em Londrina, já que o clube de Juazeiro vendeu o mando de campo pela Copa do Brasil.
Time do técnico Abel Ferreira veio alternativo como já era esperado. Lomba no gol. Jorge na esquerda. Atuesta pelo meio e Breno Lopes em campo, para lembrar as principais. Porém, manteve Raphael Veiga e Dudu. Verdão tinha sim uma espinha dorsal, um esqueleto de equipe. Portuga deixou claro a preferência por alguns jogadores indispensáveis para a maratona dessa temporada.
SURPRESA E ALÍVIO
De repente, surpresa! Deisynho disparou, fintou a zaga e bateu. Marcelo Lomba rebateu e Nildo Pretolina afundou as redes, sem goleiro, 1 a 0. Abel colocou as mãos na cabeça. Não acreditava no que via em campo. Afinal, a Juazeirense não vencia há onze jogos e disputa atualmente a série D. Jogadores palestrinos, tocados nos brios, deram a resposta. Rafael Navarro driblou meio mundo e deu de bandeja para Breno Lopes deixar tudo igual, 1 a 1. Suspiro geral para a torcida.
No entanto, equipe adversária apresentava uma defesa bem postada, que policiava bem de perto Dudu e compactava-se na entrada da área para evitar transtornos. Dudu recebeu pela esquerda e cruzou. Navarro recebeu na marca de pênalti e o tal Calaça encaixou no meio do gol. Artilheiro perdeu gol certo diante de um oponente “chato”.
MURALHA DE JUAZEIRO
A pergunta para etapa final era a seguinte: até quando a Juazeirense aguentaria segurar o badalado Verdão? O time visitante manteve o mesmo esquema defensivo e complicou bastante para o aplicado adversário. A válvula de escape era pela direita com Dudu.
Camisa 7 rolou para Raphael Veiga. A meta estava aberta. Calaça fora de posição. Meia caprichou a finalização mas tinha uma “muralha” de zagueiros pela frente, que salvou a pátria. O tempo passava e o desespero do portuga e da torcida crescia. O quê fazer para derrubar a barreira de Juazeiro.
GOLAÇO DE SCARPA
Abel mudou por atacado. Vieram Rony, Gabriel Veron e Gustavo Scarpa. Era o famoso “vai ou racha”. E não deu outra: Gustavo Scarpa recebeu pela direita, clareou o miolo, trocou de pé e acertou o ângulo oposto de Calaça, 2 a 1. Bola bateu no poste esquerdo antes de entrar. Golaço sem dúvida. Na sequência, Cleberson cobrou falta com perigo e Lomba caiu no canto baixo e pegou.
Mayke e Piquerez também chegaram. Scarpa ainda deu trabalho para defesa “inimiga”. Criou duas ótimas oportunidades para aumentar o placar, cortadas outra vez pela valente zaga da Juazeirense. Porém, se não fosse o gol de Scarpa, a vaca palmeirense teria ido para o brejo.
E tenho dito!