Milagres de Weverton e gol espírita

Rony marcou um dos gols do Palmeiras no Equador (Foto: Divulgação/Cesar Greco)

A fase do Palmeiras está demais. Mesmo quando joga mal, vence com facilidade. Em Quito, no Equador, mandou ver 3 a 1 no Emelec, com direito a “gol espírita” de Breno Lopes no final. Antes, fizeram Rony e Gabriel Veron. Placar meio enganador. Na etapa final, os caras vieram para cima e pararam nos “milagres” de Weverton, o melhor em campo sem dúvida. O resultado praticamente colocou o Alviverde na próxima fase da Libertadores, por enquanto com 100% na bagagem.

Era a estreia do técnico Abel Ferreira na competição. Afinal, estava cumprindo suspensão imposta pela Comebol. O portuga, por isso mesmo, evitou improvisos e mandou a campo uma equipe forte e competitiva (mesmo poupando Zé Rafael, Raphael Veiga e Dudu). Os donos da casa, por outro lado, facilitaram as coisas. Vieram em um esquema 4-1-4-1, sem se preocupar em marcar individualmente e passaram por poucas e boas.

RONY QUEBROU RECORDE 

A zaga do Emelec deve ter sido apresentada nos vestiários. Bateram cabeça a primeira etapa inteira. Até o goleiro se atrapalhava ao sair jogando. Rony se aproveitou de um vacilo, penetrou sem ninguém a marcá-lo e tropeçou na hora “h”. Gustavo Scarpa,  na sequência, avançou livre pela esquerda e soltou a “bomba”. A pelota, caprichosa, tocou no poste esquerdo, no direito e foi pela linha de fundo.

Aos 19 minutos, no entanto, a casa caiu. Gustavo Scarpa virou para Wesley do outro lado do campo. Ousado, garoto cruzou  a cabeça de Rony, 1 a 0. Ortiz pulou e ficou no vazio. Camisa 10 chegou ao décimo terceiro gol na competição e homegeou o companheiro Jailson, gravemente contundido. Assim, Rony passou Alex na história da artilharia palmeirense na Libertadores.

VERON FEZ O DELE

A defesa adversária lembrou uma peneira. De novo Gustavo Scarpa tocou, Danilo deixou passar, Gabriel Veron dominou na corrida, lançou para ele mesmo e fuzilou Ortiz no canto esquerdo, 2 a 0. Equipe equatoriana, de boca aberta e perdida em campo, mal encaixava uma ação ofensiva. Para na bem postada linha de beques alviverdes.

Verdão aproveitou a afobação do adversário e, com três toques no máximo, chegava à meta do pobre Ortiz. O mais lúcido do ataque da equipe do Equador era Pittón. Quando conseguia levar vantagem, errava o passe ou o cruzamento. João Rojas, aos 40, arriscou uma pancada de fora da área. Na resposta, Rony driblou Ortiz e Guevara salvou em cima da linha. Zapata obrigou Weverton à boa defesa.

EMELEC REAGIU

Emelec resolveu sair do armário na etapa final. Logo de  cara, Zapata passou por Gómez e Weverton espalmou. Garabali dividiu com goleiro alviverde. Derrubado, pediu pênalti. Arbitragem ignorou. Goleiro acertou a bola e não o atacante. No escanteio, Arroio testou e de novo arqueiro esmeraldino estava atento.

Técnico Ismael Rescalvo mandou zagueiros vigiarem de perto Wesley, Gabriel Veron e Rony, neutralizando a trama adversária. Após Rony desperdicar gol certo, no contra-ataque, Rojas robou a bola de Mayke, escolheu o canto e balançou as redes sem perdão, 1 a 2. Palmeiras relaxou e reanimou o oponente.

GOL ESPÍRITA DE BRENO LOPES

Cevallos cruzou, Kuscevic quase marcou contra. Pressão era toda da equipe local. Confusão na grande área, outro pênalti pedido e Weverton salvou empate em “bomba” de Quintero. Breno Lopes e Rafael Navarro entraram para puxar o contra-golpe. Scarpa se estranhou com Arroyo e os dois levaram cartões amarelos.

Também vieram Gabriel Menino, Atuesta e Jorge. Portuga resolveu fechar a porteira. No primeiro lance, Menino exigiu boa defesa de Ortiz. A essa altura da partida, Verdão já estava no lucro. Adversário dominou e criou ótimas oportunidades. Pecou nas finalizações. Ai, então, um “gol espirita” de Breno Lopes. Sem ângulo, cruzou da direita, bola pegou efeito e já era, 3 a 1. Fim de conversa. A fase está “verde” até demais.

E tenho dito!