Milagre tricolor e Ceni derruba Abel

Calleri brilhou na vitória do São Paulo (Foto: Divulgação/Rubens Chiri)

O São Paulo conseguiu um resultado histórico, na noite dessa quarta-feira, à noite, no Morumbi. Derrotou o Palmeiras por 3 a 1 e reverteu a vantagem do oponente na primeira partida da decisão do Paulistão. As honras de herói da jornada couberam a Carelli. Argentino fez dois gols (o outro de Pablo Maia) e Raphael Veiga descontou. No próximo domingo, no Allianz Parque, a decisão. O Tricolor, diga-se, quebrou uma longa invencibilidade do oponente e consegui derrubar o tabu alheio. De novo, Rogério Ceni derrubou Abel Ferreira.

A pressão de quase 50 mil pessoas no estádio Cícero Pompeu de Toledo e a intensidade dos jovens são-paulinos não intimidou nem um pouco o Verdão. Cascudo, errando poucos passes e com uma velocidade impressionante nos contra-golpes, fez os donos da casa passarem por maus momentos no início. Somente aos poucos, os meninos de Cotia equilibraram as ações.

PRESSÃO VERDE

As principais chances estiveram nos pés dos alviverde. Dudu cruzou e Piquerez chegou atrasado. Empolgado, lateral-esquerdo deu na medida para Raphael Veiga, que bateu com perigo. Veiga deu um “nó” em Pablo Maia e rolou. Dudu se confundiu e pelota por pouco engana Jandrei. Boa defesa.

O Tricolor mostrou empolgação, vontade e não se acovardou. A ótima triangulação entre Igor Gomes, Wellington e Alisson terminou com o ex-atacante do Grêmio RS vendo a bola raspar o travessão de Weverton. Defesa palestrina, bem posicionada, despachava com firmeza o perigo ofensivo.

PÊNALTI E CARELLI MARCA

Calleri se enrolou com zagueiro e caiu dentro da área. Tricolores foram para cima da arbitragem pedindo pênalti. VAR checou e mandou seguir a partida. Éder levou uma entrada violenta de Gustavo Gómez. Era para cartão amarelo. Os gols não saiam de jeito nenhum e o clima pegou fogo

Entradas violentas de ambos os lados. Cotoveladas, pegadas maldosas (algumas até exageradas). Árbitro chamado pelo VAR. Cruzamento de Alisson tocou na mão esquerda de Marcos Rocha. Pênalti. Calleri bateu e converteu. Bola no canto esquerdo, Weverton pulou para direita, 1 a 0.

PABLO MAIA NA REDE

O Tricolor dominou boa parte da etapa final. Empurrou o time do técnico Abel Ferreira para trás e pressionou bastante. Bem fechado na defesa, com uma linha de cinco, o Alviverde tentava conter o impeto adversário,  principalmente evitando as famosas investidas de Dudu.

Depois de tabelar com Igor Gomes, Éder ficou cara a cara com Weverton, porém preferiu cruzar para Carelli. No caminho, Murilo salvou. Ai, então, Pablo Maia recebeu de Rodrigo Nestor. Garoto fuzilou de longe, pelota desviou em Murilo e “matou” Weverton, 2 a 0. Resultado dos sonhos tricolores.

DESESPERO VERDE

Ceni colocou Marquinhos no lugar de Éder. No Palmeiras, saiu Dudu e veio Wesley. Foi embora Gustavo Scarpa e entrou Gabriel Veron. Com o gol, são-paulinos recuaram e fizeram os palmeirenses sentirem o próprio veneno: o contra-golpe. Zé Rafael também foi embora e veio Atuesta.

Alisson deu lugar a Nikão. Na verdade, o Palmeiras atuou muito mal. Desconcentrado, sem inspiração e com principais jogadores em péssima jornada, equipe do portuga estava mais perto de levar o terceiro do que fazer o primeiro gol. Situação complicada.

CARELLI E VEIGA NA REDE

Dito e feito. Escanteio pela esquerda, Igor Gomes resvalou de cabeça. Carelli, bem posicionado, tocou para o fundo das redes do badalado Weverton, 3 a 0. No entanto, Raphael Veiga cobrou falta pela direita. Carelli desviou no percurso e entrou, 1 a 3. O recuo tricolor não caiu bem.

Palmeiras é um time maduro, que costuma deslanchar nos últimos instantes do jogo. Seguro na marcação, São Paulo se defendeu como pode. Também buscou o quarto gol. Contudo, não obteve sucesso e agora está com uma excelente vantagem para conquistar o bicampeonato.

E tenho dito!