Nova geração dribla altitude e goleia

Seleção Brasileira goleou a Bolívia em La Paz (Foto: Divulgação/Lucas Figueiredo)

O Brasil aplicou uma sonora goleada na Bolívia, nessa terça-feira à noite, nas alturas de La Paz por 4 a 0. Seleção fechou as Eliminatórias com 45 pontos na classificação geral e de novo com uma belíssima apresentação. A nova geração lançada pelo técnico Tite deitou e rolou. Os gols foram de Lucas Paquetá, Bruno Guimarães e Richarlison (2).  Por outro lado, ainda falta uma partida a ser cumprida, contra a Argentina. Clássico sul americano virou amistoso e, de repente, pode até ser cancelado pela FIFA. E o principal: acabou a “Neymar dependência”. Time chega voando no Mundial do Qatar no mês de novembro.

A altitude judiou demais da seleção brasileira. A bola corria demais e os jogadores demoraram um pouco para adaptarem-se ao passe, colocando mais ou menos força nos toques. Também deram uma reduzida na velocidade. Brasil chegou praticamente em cima da hora. Essa foi a tática do técnico Tite para contornar esse incômodo, na verdade, o maior adversário do dia.

PAQUETÁ NA REDE 

Os bolivianos, inferiores tecnicamente, pouco evoluiam com o jogo rasteiro. Tanto que o primeiro lance de perigo sai de um chute de fora da área. Fernández penetrou pelo meio e chutou forte para Alisson fazer otima defesa. Depois, Henry Vaca aproveitou erro de Marquinhos e bateu cara a cara. De novo, Alisson defendeu no puro reflexo.

Ai, então, Bruno Guimarães clareou o miolo e a riu para Lucas Paquetá. Frente a frente com o goleiro e tocou de primeira, 1 a 0. Ou seja, foi só a seleção por a pelota no chão, se acostumar à desgaste altitude que os donos da casa abriram o bico. Daniel Alves arriscou de longe. Rubem Cordano pegou. Batida saiu sem efeito.

GOL DE RICHARLISON

O time nacional, por sua vez, sentiu o ar rarefeito e começou a chutar de fora da área, casos de Philippe Coutinho e Antony. A Bolívia girava a pelota para todos os lados, porém parava na zaga canarinho. Escanteio cobrado, bola fez um zigue-zague e deu trabalho para Alisson.

Em um contra-ataque fulminante, Antony disparou pela direita. Beque desviou e sobrou para Richarlison, que apenas teve o trabalho de empurrar para as redes, 2 a 0. O famoso Pompo perdeu o fôlego e deixou de lado a famosa comemoração de “bater as asas”.

GOLAÇO, BRUNO GUIMARÃES

Bolivianos voltaram para o chamado “tudo ou nada”. No início da etapa final, escanteio pela direita, Marcelo Moreno testou firme e Alisson voou para tocar pela linha de fundo. Na sequência, Moreno faz o corta luz, desvio de Marquinhos, para Henry Vaca obrigar Alisson a salvar de mão trocada, meio no “susto”.

Coutinho, com falta de ar, deixou o campo para a chegada de Gabriel Martinelli. Fernández, driblado por Paquetá, pôs a mão na pelota. VAR checou e mandou seguir. Para se impor, Daniel Alves deu um “chapéu” no zagueiro. Lucas Paquetá deu um “tapa” e Bruno Guimarães acertou o ângulo de Cordano, 3 a 0. Uma atuação exemplar da seleção.

POMBO FECHOU A CONTA

Inspirado, Gabriel Martinelli rodopiou sobre a bola, enganou toda zaga adversária e tocou para fora. Que jogada! O tal de Henry Vaca, com Alisson vencido e da .arca do pênalti, despachou para fora. Tite sacou Lucas Paquetá e Antony e vieram Arthur e Rodrygo. Estavam inteiros e com vontade.

À torcida boliviana restou gritar um  “olé fantasma” para incentivar uma equipe mal colocada nas Eliminatórias e fora da próxima Copa do Qatar. Alex Telles foi substituído por Guilherme Arana. 0 ritmo frenético continuou. Bruno Guimarães cruzou, Rodrygo bateu forte, goleiro deu rebote e Richarlison fez mais um, 4 a 0. O Pombo passou a régua e fechou a conta.

E tenho dito!