Ceni ganhou de novo do portuga

São Paulo eliminou o Corinthians na semifinal (Foto: Divulgação/Alexandre Battibugli)

O São Paulo fará a decisão do Paulistão contra o Palmeiras. Derrotou o Corinthians por 2 a 1, nesse domingo à tarde, no Morumbi, pelas semifinais. Os gols foram marcados por Wellington e Alisson, com Jô descontando no apagar das luzes. Outra vitória de Rogério Ceni sobre o português Vitor Pereira, até agora uma aposta “furada” da diretoria alvinegra. Tricolor, por sua vez, buscará o bicampeonato.

Juventude x Experiência. Assim pôde ser definido o clássico cercado de grande expectativa. Afinal, Ceni continuou a apostar nas revelações de Cotia. Do outro lado, Pereira (que também é Manoel) sacou Mosquito e colocou Giuliano, ou seja, não se atreveu a alterar os quase “veteranos” do Alvinegro, bem mais acostumados à decisões do que o adversário, que vinha de um crescimento a olhos vistos.

FAGNER CONTUNDIDO 

Partida equilibrada e disputada. Logo de cara, Fagner deixou o gramado contundido. Sentiu a coxa. Entrou Bambu. São-paulinos tentando “cavar” pênalti a toda hora. João Vitor foi para lateral direita. Marcação corintiana forte, com meio campo arriscando na famosa “única bola”. Tricolor não conseguia evoluir.

Roger Guedes arriscou e Jandrei espalmou. Foi fominha demais. Renato Augusto estava livre. Zagueiros do Corinthians sem dar moleza, não brincavam em serviço. São Paulo tinha o domínio e a posse da pelota. Renato Augusto e Diego se estranharam. Velocidade tricolor contra a malícia alvinegra. Qual tática teria mais sucesso?

WELLINGTON, 1 A 0

Willian pela direita e Roger Guedes pela esquerda. Essa era a válvula de escape do portuga que, por sua vez, lembrou Sylvinho: pôs Renato Augusto de centroavante. Meus Deus! Camisa 8 não sabe atuar assim. Escanteio cobrado por Rodrigo Nestor pegou efeito e Cássio expulsa bola da zona de perigo. Depois ganhou tempo caído no gramado.

Bem ou mal, esquema de Vitor Pereira travou o meio campo tricolor. Tensão era grande entre os jogadores. Rafinha cruzou, Calleri bateu e Giuliano salvou. Ai, então, Nestor tocou, Wellington finalizou forte e abriu o placar, 1 a 0. Gol nas costas de João Vitor e Bambu. Cássio nada pode fazer. Treinador deveria ter colocado um lateral no lugar de Fagner.

E AI, VITOR MANOEL PEREIRA?

Era tudo que Rogério Ceni queria. Agora bastava esperar o adversário e “matar” a decisão no contra-ataque na etapa final. Vitor Pereira, por sua vez, não tinha opção a não ser sair para cima. O resultado eliminava o Corinthians e classificava o São Paulo para a final contra o Palmeiras.

Como é que fica, portuga? Nada de mexer no intervalo. Sorte de Ceni, que estava com vantagem no marcador. E veio o ídolo Luciano. Saiu Éder. Já que o Timão não se tocava, Ceni arriscou outro atacante para decidir de vez. João Vitor com enormes dificuldades para se readaptar à posição.

ALISSON E A PÁ DE CAL

Portuga chamou Junior Moraes e Gustavo Mosquito. Calleri simulou uma cabeça do zagueiro. Árbitro mandou seguir. Saíram Willian e Paulinho. As mudanças deram um novo ânimo ao time corintiano, principalmente graças a Mosquito. Mas não teve jeito e nem mimimi.

Igor Vinícius para Calleri, desse para Alisson: 2 a 0. Ou seja, nunca foi tão fácil. Corinthians totalmente desorganizado, perdido e sem forças para reagir. Léo Pelé quase faz o terceiro. O Manoel alvinegro realmente não se acertou no comando técnico. Até sentou-se no banco apático. Jogou a toalha.

JÔ NA REDE, ESPERANCA…

Renato Augusto lançou, Lucas Piton tocou para a entrada de Giuliano. Jandrei encaixou. Luciano e Du Queiroz brigaram e levaram amarelo. No estertor da decadência, Manoel chamou Jô e Adson. Foram embora Giuliano e Lucas Piton. Ceni sacou Nestor e Rafinha, para as entradas de Talles e Igor Vinícius.

Na primeira bola, Jô girou em cima de Diego. Quase!. Miranda e Rigoni chegaram, foram embora Wellington e Alisson. Igor Vinícius cruzou e por pouco não pegou Cássio de surpresa. Jandrei foi sair jogando, Jô recuperou e fez 1 a 2.

ESFORÇO INÚTIL 

São Paulo sentiu o golpe. No entanto, Corinthians aproveitou pouco do vacilo. Chuva apertou. Jogadores tricolores segurando a pelota no ataque, esperando o tempo passar. Jandrei caiu para ganhar tempo. Timão errando passes. Pelota pesava nos pés. Muita carimbar do São Paulo.

Estádio todo já gritava “eliminado”. Árbitro apitou e fim de conversa. O brasileiro Ceni ganhou de novo do português Manoel. Uma prova de que o técnico nacional ainda tem mérito e merece respeito por parte dos dirigentes do nosso país. Adson xingou o juiz e acabou expulso.

E tenho dito!