Palmeiras campeão, com chuteira nas costas

Palmeiras conquistou inédito título da Recopa (Foto: AFP/Nelson Almeida)

O Palmeiras sagrou-se campeão da Recopa Sul americana com a chuteira nas costas. Derrotou o Atlético PR por 2 a 0, na noite dessa quarta-feira, no Allianz Parque. Esse foi o quarto título do técnico Abel Ferreira em oito disputados em dois anos. Título também serviu de consolo para torcida, que dias atrás viu o Palestra perder o Mundial de Clubes para os ingleses do Chelsea. Foi a primeira glória de Leila Pereira, presidente e dona do patrocinador do Verdão. Nos últimos dias, a dirigente foi bastante criticada pela torcidas uniformizadas.

No primeiro minuto de partida, Gabriel Veron (a surpresa na escalação) entrou como uma flecha e o goleiro Santos defendeu. Palmeirense estava impedido. Contudo esse lance foi uma espécie de “fotográfica” do que aconteceria na etapa inicial. Foram 30 minutos de sufoco. O Furacão,  pressionado ao extremo, nem passou do meio campo. Time de Abel Ferreira esteve soberano no setor ofensivo, principalmente com Dudu, cheio de razão para cima da zaga atleticana.

PÊNALTI IGNORADO

O Verdão tinha o domínio das ações, encontrou facilidades para tabelar e triangular. O problema era se aproximar da área e ameacar o goleiro Santos. Ou seja, finalizou mal e parou na zaga adversária, bem armada pelo treinador Alberto Valentim, que veio preparado para “sofrer” e apostar no erro dos jogadores do lado oposto.

Na real, a pelota ia para o ataque, batia na “muralha” paranaense e voltava. A arbitragem e o VAR comeram bola. Rony foi puxado pela camisa dentro da grande área. Falta, ué! Ou melhor, pênalti. Apito ignorou o lance, no mínimo, polêmico. O Furacão atacou com Hugo Moura pela esquerda e cruzou, Pablo só  não abriu o placar graças a Murilo. Ele atirou o corpo na frente e evitou o pior. Rony ainda tentou um contra-ataque e nada.

GOLAÇO DE ZÉ RAFAEL 

O portuga corrigiu a escalação no Intervalo. Sacou Gabriel Veron (fraco demais) e colocou Wesley. Zé Rafael sofreu falta na entrada da área. Aos 45 segundos, ele mesmo cobrou com maestria e mandou no ângulo direito de Santos, 1 a 0. Goleiro ainda tocou na bola. Estava mal colocado. Na sequência, Rony arriscou uma “bicicleta” e o arqueiro salvou no reflexo o segundo gol.

O Atlético PR acusou o golpe. Não conseguia recompor a marcação e nem se quer esboçar uma reação. Palmeiras continuou mandando no gramado e bem mais próximo de mais um gol do que o Furacão de empatar o jogo. Abel foi obrigado a trocar Zé Rafael (contundido) por Jadson. Time, no entanto, recuou e deu o Atlético crescer.

DANILO NA REDE 

E ABEL EXPULSO

Marlos, então, encontrou espaços e bateu de longe. De novo ele cobrou escanteio pela direita. Erick cabeceou firme. Weverton falhou ao deixar a pelota escapar, mas Marcos Rocha despachou. Na resposta, Raphael Veiga finalizou e Santos espalmou. Meia estava inspirado, driblou dois zagueiros e cruzou para cabeçada errada de Gustavo Gómez. Partida, então, equilibrada.

Alviverde deixou a bola para o afobado adversário. Até vieram Atuesta e Mayke, para as saídas de Raphael Veiga e Dudu. E as mudanças deram certo: Wesley fez um carnaval pela esquerda e cruzou. Danilo bateu de primeira para o fundo das redes, 2 a 0. Banco do Furacão se estranhou com Abel Ferreira. Depois da confusão, árbitro deu cartão vermelho para treinador palmeirense. Integrante da comissão técnica atleticana também foi expulso.

Foi o gol do titulo, aliás merecidissimo. Palmeiras foi o dono da partida tanto que o goleiro Weverton nem foi incomodado. Atlético PR mostrou esforço e dedicação, porém tecnicamente é bem inferior ao time palmeirense, com ótimo elenco e com uma equipe cascudo e competitiva.

E tenho dito!