
O São Paulo manteve o tabu de 5 anos sem perder para o Corinthians no Morumbi, nessa tarde de sábado, com uma vitória por 1 a 0. Partida marcou a estreia do técnico Vitor Pereira no Timão. Resultado não poderia ser pior. Principalmente porque Rogério Ceni, brasileiro, deu o chamado nó tático no oponente português, deixando no ar uma dúvida sobre a decisão da diretoria alvinegra em desprezar um técnico nacional.
Impossível começar o pega. Uma intensa chuva de granizos desabou no estádio Cícero Pompeu de Toledo. Os refletores apagavam e ligavam, céu escuro demais. Arbitragem determinou que jogo começaria apenas quando a luz voltasse. Até a Central do VAR ficou fora do ar. Jogadores de lá para cá, para não prejudicarem o aquecimento. Dez minutos atrasado, a bola rolou.
GOL RELÂMPAGO
Logo aos 52 segundos, Rodrigo Nestor disparou pela ponta direita e cruzou. Carelli dominou livre, sem marcação, e fez 1 a 0. Equipe alvinegra, pega de surpresa, sentiu o golpe. A coisa se complicou com poças d’água em todo gramado. Fagner cruzou na medida e Paulinho, de primeira, acertou o poste esquerdo. No rebote, Lucas Piton tocou no canto e Tiago Volpi espalmou no reflexo.
Roger Guedes tocou para as redes, depois de Giuliano dominar. VAR, já funcionando, alegou impedimento do corintiano. Um minuto depois, o VAR caiu outra vez. A partir daí, só dava Corinthians. Primeiro, devido ao recuo são-paulino. Segundo, pelas individualidades de Willian, Paulinho, Renato Augusto e Roger Guedes.
CARELLI PERIGOSO
A tempestade deu uma boa diminuída. Cássio saiu mal do gol, recompôs errado, mas Rafinha concluiu mal. Na verdade, o Tricolor tirava vantagem do gol relâmpago e esperava o erro do adversário para contra-atacar. Aos 26, VAR voltou a funcionar. Carelli, de raspão, obrigou Cássio a grande defesa. Argentino, de longe, arriscou e goleiro encaixou.
De repente, Timão diminuiu o ritmo e deu espaços para o São Paulo. Equipe de Rogério Ceni marcava do meio campo para trás, tendo com referência a linha da bola. Giuliano armou para Du Queiroz, que mandou para fora. Cássio falhando demais na reposição da pelota. Ele vai mal com os pés. No entanto, salvou gol certo de Rodrigo Nestor. Uma “bomba” no ângulo.
INTELIGÊNCIA DOS TÉCNICOS
A inteligência dos técnicos poderia fazer a diferença na etapa final. Se Ceni conseguisse fazer o time repetir a mesma atuação dos 45 minutos iniciais, estaria bom demais. Já Vitor Pereira ficou com a pulga atrás da orelha. Afinal, atuar sem centroavante dava uma imensa desvantagem para o Corinthians., que insistia demais em bolas cruzadas. O portuga pediu mais tranquilidade e paciência para chegar ao empate.
De cara, Éder contundiu-se e entrou Juan. A partida em si pouco se alterou. São Paulo deu a bola para o time do.portuga e jogou no erro oposto. Ceni “cacava” os principais atacantes alvinegros, a saber, Renato Augusto, Willian e Roger Guedes, anulados completamente. O que provocava erros de passes e raras atividades ofensivas.
TIMÃO LENTO
Pereira chamou Bruno Melo, Jô e Cantillo. Giuliano, Lucas Piton e Du Queiroz foram substituídos. Portuga abriu mão de um volante de marcação, o chamado pitibull. Timão, no entanto, apresentou uma irritante lentidão, facilitando o trabalho dos comandados de Ceni. Tatica alvinegra era cruzamento na área.
Willian disparou pela esquerda e cruzou. Jô cabeceou e Volpi pegou. Saiu Wellington e entrou Diego. Jogadores tricolores apelaram cedo para a famosa cera. Gabriel, Andres e Rigoni vieram para o clássico. Carelli, Pablo Maio e Nestor deixaram o gramado. Jô arriscou de longe, para fora.
5-3-2 PORTUGUES
Gustavo Mosquito substituiu Fagner? Estranho, porém verdadeiro. Corinthians passou a jogar no 3-5-2, lembrando os tempos de Vagner Mancini. Equipe, contudo, sem acerto de passe e visivelmente sem pegada. Faltava entrega, fibra, raça e garra. Vergonhoso!
Nada deu certo. A aplicação tática são-paulina superou a capacidade técnica e o talento dos craques corintianos. Ceni, na real, deu um nó tático no rival Vitor Pereira, que amargou uma derrota na estreia como treinador alvinegro. Outro clássico perdido. O outro foi diante do Santos, quando caiu Sylvinho e assumiu Fernando Lázaro, que passou o cargo para o portuga com 4 vitórias e um empate no campeonato paulista.
Que dureza…
E tenho dito!