
O São Paulo até saiu na frente no placar, nesta terça-feira à noite, no Morumbi, porém cedeu o empate para o Racing, da Argentina, jogo que terminou 1 a 1. Desfalcado de vários jogadores importantes (Daniel Alves, Reinaldo, Luciano, Miranda) ainda teve Éder contundido. Benitez entrou na etapa final, foi guerreiro mas uma andorinha só não faz verão. Time inexperiente formado por garotos fracassou. Vitor Bueno marcou o gol são-paulino e um tal de Copetti deixou tudo igual. Na próxima partida, se empatar sem gols, hermanos se classificam.
As duas equipes se estudaram e se respeitaram bastante no primeiro tempo. Ninguém queria se arriscar. Afinal, nesta fase da competição, o gol fora de casa vale dois no critério de desempate. Por isso, ficou um perde-ganha no meio campo, sem nenhuma objetividade. Isso até Maurício Martinez perceber Tiago Volpi adiantado e chutar de longe. Bola raspou o travessão. De repente, Éder sentiu uma antiga contusão e cedeu lugar para Vitor Bueno.
E brilhou a estrela do técnico Hernan Crespo. Wellington desceu pela esquerda e cruzou. Goleiro Árias falhou feio e soltou nos pés de Vitor Bueno. Com o gol livre, tocou tranquilo para as redes, 1 a 0. Racing foi pego de surpresa e baixou a guarda. Wellington arrancou pelo miolo, levou três marcadores e poderia ter feito o gol. Porém, preferiu tocar para Vitor Bueno. Atacante bateu forte no canto esquerdo e, desta vez, Árias espalmou com a ponta dos dedos.
São-paulinos sentiram o abatimento do time argentino. Vitor Bueno, de novo, chutou do grande círculo com perigo. Estava fácil para o Tricolor. Mesmo desfalcado, saia com velocidade e rapidez para cima da desorganizada zaga hermana. Uma pena o domínio não ter se convertido em mais gols. Partida poderia se definir naquele momento.
Aí, então, o Racing respirou fundo e acordou. Chancalay de fora arrematou e a pelota pegou goleiro Volpi no contra-pé e foi para fora. Quase! No entanto, Copetti girou o corpo em cima de dois zagueiros adversários e mandou no cantinho esquerdo baixo de Volpi, 1 a 1. Lance infeliz. Era o último minuto da prorrogação. Distração imperdoável da defesa são-paulina.
Segundo tempo prometia bastante. Empate para o Tricolor não seria ruim. Porém ir para Buenos Aires precisando vencer ou empatar por um gol para ir para os pênaltis era uma péssima perspectiva. Racing se fechou. Partiu para um 5-4-1. São Paulo no insistente 3-5-2, como de praxe com Crespo.
Gabriel Sara e Benitez entraram na parada. Realmente faltava uma articulação pelo meio, transformando o setor mais criativo. Foram embora Igor Gomes e Liziero. Benitez passou para Wellington, que cruzou para Gabriel Sara. Meia mandou por cima.
Na resposta, Maurício Martinez obrigou Volpi a espalmar para escanteio chute fortíssimo. Vieram Talles e Marquinhos, saindo Vitor Bueno e Rodrigo Nestor. Mudanças estranhas de Crespo. Vitor já havia substituído Éder, fez o gol e saiu para a chegada de Marquinhos, um garoto da base de Cotia. Vai entender a cabeça de treinador…
Meninos cheios de vontade, contudo sem experiência e ainda por cima afobados. Talles até que fez um salseiro pela direita e jogada culminou com outra batida de Sara. No contra-ataque, Fabrício Dominguez alçou para área e Mena cabeceou para fora.
Partida ficou aberta no final. Benitez, de pé direito, acertou uma “bomba”. Árias se esticou todo e defendeu. Apesar do esforço e da dedicação de Benitez, faltou alguém para finalizar e definir a vitória. Fim de jogo. Agora, decisão ficou para próxima terça-feira, na Argentina.
Que dureza…
E tenho dito!