Wewerton pegou tudo e deu Verdão

Weverton teve atuação decisiva no Chile (Foto: Divulgação/Cesar Greco)

O goleiro Wewerton resolveu fechar o gol do Palmeiras. Ele garantiu mais uma vitória na Libertadores, desta vez contra a Universidad Católica, nesta quarta-feira à noite, no Estádio de Santiago de Apoquindo, no Chile. Sobrou sorte também. Um pênalti marcado pelo VAR, em lance discutível, foi validado. Raphael Veiga não perdoou e fez 1 a 0. Equipe da casa deu trabalho e jogou melhor. Agora um empate sem gols classifica o Verdão. O jogo será no Allianz Parque.

Partida equilibrada e truncada no primeiro tempo. Isto porquê as duas equipes estavam “espelhadas”. Ou seja, atuavam em um precavido 5-4-1, sem maiores ousadias. Muitas faltas de ambos os lados. Zé Rafael, por exemplo, levou uma cotovelada e ficou com o nariz sangrando. Os zagueiros palmeirense, por sua vez,  também chegavam junto e até o centroavante Dayverson voltava para ajudar na marcação.

A primeira grande chance coube à Católica. Escanteio pela direita, Valência bateu fraco e Wewerton encaixou quase em cima da linha. Pelo Verdão, apenas Raphael Veiga incomodava. Contudo, nada de iniciativas ofensivas, jogadas perigosas, de profundidade, o que sempre ocorre com a equipe alviverde.

Tapia recebeu de Gutierrez pela direita, cortou para dentro e fuzilou. Wewerton (que sentiu uma contusão na costela bem no início) deu rebote e a zaga salvou. Zampedri deu a chamada “caneta” em Kuscevic, penetrou e arriscou. Wewerton de novo. Palmeiras não se encontrava no gramado. Não conseguia encontrar os espaços necessários.

O único lance de perigo coube a um cruzamento de Dayverson. Bola tocou na coxa e na mão do zagueiro Lanaro. VAR foi acionado. Árbitro foi até o vídeo para conferir e assinalou pênalti. Raphael Veiga cobrou e converteu, 1 a 0. Um alívio para a equipe do técnico Abel Ferreira. Um chute e um gol. Aproveitamento de “100%”.

Falta na entrada da área. Cobrança de Felipe Gutierrez explodiu no travessão. Na sobra, testada de Valência tinha endereço certo. Mas lá, debaixo dos três paus, estava Zé Rafael. Em cima da linha, volante salvou de cabeça o gol de empate. Foi sorte? Foi sim. Põe sorte nisso.

Na etapa final, o Palmeiras soltou-se mais. As oportunidades eram raras. Abel, então, colocou Dudu e Wesley. A intenção era pegar o time chileno no famoso contra-ataque. Adversário gira a pelota de um lado para o outro na tentativa de encontrar um brecha para finalizar. Wesley, então, levou para linha de fundo e bateu para defesa de Sebastian Perez.

Na resposta, duas defesas do goleiro palmeirense. Uma de Valência, cara a cara, e outro de fora da área com Francisco Silva. Equipe da casa era valente e dava trabalho. Cobrança de escanteio pela direita, pelota cruzou toda pequena área e Valência chegou um segundo atrasado. Patrick de Paula veio para fechar a porteira. Willian Bigode, para sair na velocidade. Nem precisou. Alviverde administrou a vantagem e ganhou na malícia.

E tenho dito!