
Infeliz a declaração do ex-técnico Muricy Ramalho. Ele pontuou que “é desesperador ver o Corinthians jogar”, se referindo aos defeitos do time de Fábio Carille. Engraçado ele abordar o assunto dessa forma como comentarista da GLOBO hoje, pois quando era treinador do São Paulo a conversa era bem outra. Para refrescar a memória do ex-tricolor, time atuava com três zagueiros, três volantes e os beques eram os artilheiros da equipe. A principal jogada: bola parada.
Quando era treinador podia tudo. Agora que é comentarista, não pode nada. É feio jogar na retranca, fazer duas linhas de quatro, reforçar o meio-campo ou colocar um cara só lá na frente. Calma, Muricy!
Na verdade, o Corinthians joga o futebol possível. Ainda está em formação. O que irrita às vezes é a teimosia de Fábio Carille em trocar seis por meia dúzia, ou seja, tira um volante e coloca outro, quando poderia tomar uma atitude mais ofensiva.
O tricampeonato conseguido pelo Mojica dirigindo o São Paulo foi uma grande façanha, sem dúvida. O futebol, porém, era defensivo, ganhou na retranca, em um esquema muito parecido com o do Timão.
E aqui entre nós: desde quando o futebol precisa ser bonito?
E tenho dito!