Banana para europeus, aqui é Brasil de Carille e Gaúcho…

Foto: EITAN ABRAMOVICH/AFP

Fiquei com a pulga atrás da orelha ao ouvir um sussurro de conversa entre o Mestre Alberto Helena Jr e Fernando Diniz, no último domingo, no Mesa Redonda. Eles entendiam que a conquista do Corinthians iria atrasar o futebol dez anos. Deduzo que por causa do esquema retranqueiro do técnico Fábio Carille, com um elenco fraco nas mãos, poucas opções ofensivas e aposta nenhuma na beleza do espetáculo.

Um Brasileiro ganho no melhor estilo Leicester em 2015 na Premier Ligue da Inglaterra. Para piorar, o Grêmio do Renato Gaúcho levou a Libertadores 2017. Time foi uma mescla de veteranos (Cícero e Christian) craques intermediários (Fernandinho e Léo Moura) e excelentes revelações (Luan, Ramiro, Artur), além do inspirado goleiro Marcelo Grohe. Destaque mesmo para Barrios, argentino naturalizado paraguaio. Ou seja, uma concha de retalhos bem costurada, que superou todas expectativas. Nada mais.

De um lado o técnico campeão brasileiro, Carille. Esse joga como treina e treina como joga. De outro, o campeão das Américas, Renato, que dá mais rachão do que treina e vai para farra junto com os jogadores. Dois perfis bem diferentes de Mourinho ou Guardiola. Nem de longe lembram Telê Santana, Rubens Minelli, Felipão ou Luxemburgo (nos áureos tempos).

Quer dizer, um é metódico e certinho demais. Outro, bon vivant. Nenhum se encaixa no modelar futebol europeu, que arranca suspiros e serve de parâmetros para críticas ao futebol brasileiro. Bem. Penso diferente. O improviso sempre foi o forte da bola pentacampeã. Desde o finado Paulo Machado de Carvalho escolher a camisa azul por causa de Nossa Senhora Aparecida até Zagallo na Copa de 1970 (reza lenda que jogava as camisas para cima e quem pegasse era titular).

Foto: AFP

Números só são valorizados quando convêm. Timão ficou 19 jogos invictos (um turno inteiro) no Brasileirão e levou o título com no mínimo seis pontos na frente de todos os concorrentes. Grêmio largou mão de tudo, se focou na Libertadores e passou por cima de equatorianos e argentinos como um trator. Isso tem valor sim senhor. Para variar, estamos fora da curva, como sempre. E viva a bola nacional.

E tenho dito!

 

 

9 comentários

  1. Éh seu CHICO,quem vê vc falando parece que o nosso futebol está acima dos 100%,mas, os poucos que conhecem os bastidores do nosso futebol não comenta nada, não postam nada nas redes sociais, revistas e jornais!!!. Como pode um time ser campeão dos principais torneios do BRASIL (propina) sem receber as premiações pelas conquistras e outros valores de direitos, será que a PLIM PLIM está bancando esses valores por fora, em ração dos altos retornos financeiros que faturam através da midia!!!!, ou vamos continuar tomando novas goleadas em copas do mundo!!!!, o nosso futebol está muito abaixo do futebol europeu,.
    ,.

  2. Chico Lang, vc poderia cobrar do Flávio Prado que disse: “O Grêmio vai perder na Argentina, o tecnico do Lanus e muito melhor que o Renato Gaucho, o Lanus é mais time embora o Gremio tenha jogadores melhores”. Seria complexo de vira latas falar que tecnicos de outros paises são melhores que os brasileiros.

  3. Pelo amor de Deus Sr. Lang não deixa Tite saber que o senhor chamou Ramiro de revelação. Já não basta Casemiro, e Fernandinho? De resto concordo com o senhor que de tempos para cá o complexo de vira latas assola nosso futebol. Só é bom o que vem da Europa.

  4. Tanto o Carille quanto o Renato são muito bons treinadores, o que o Carille fez com o Corinthians é algo de muito mérito, pois dependendo do treinador que estivesse no lugar dele, o Corinthians muito provavelmente não estaria nessa condição e nem estaria entre os primeiros, porém muitos não valorizam isso, por isso nem falam do Carille e nem do elenco do Corinthians, já o Renato Gaúcho era achincalhado sendo considerado somente um “boleiro do futebol”, mas o que a maior parte da imprensa se recusa a aceitar é que ele entende muito, mas muito de futebol, cujo seu conhecimento está acima da maioria dos comentaristas esportivos que acham que manjam de futebol, ele não só deu um padrão e estilo de jogo ao Grêmio, como montou um time e um elenco com vários jogadores menosprezados por torcida, time, diretoria, imprensa, etc. em outros times que passaram, ou seja, além de entender da montagem do elenco dentro de campo, ele sabe olhar para a pessoa e para o jogador, coisa que muitos não fazem e não sabem, isso é ser diferenciado, assim como o Tite que está na seleção também o é, e desta forma eu os considero do mesmo nível, são muito bons, essa falta de olhar que existe por falta das pessoas é que é algo ruim, aonde a maioria das pessoas tem parte na derrota do 7 x 1, porém não querem enxegar isso e preferem jogar a culpa no técnico, no jogador e em um monte de coisa, menos olhar para seu redor e para si próprio..

  5. Hoje assisti Djon x Bordeaux.O Time do Bordeaux onde joga o Malcon, é muito infantil, estava ganhando de 1×0, deu o empate, fez 2×1 e deixou virar 2×3, não sabe valorizar a bola, defesa fraquinha mal postada etc…E ainda dizem sobre técnicos europeus, tenha dó. Os tecnicos europeus que se destacam são só daqueles times milionários que tem3os melhores jogadores do mundo.O resto é uma babaiada só.

  6. Pois é. Por isso Luxemburgo e Escolari tiveram grande sucesso no Real e Chelsea, grandes equipas com grandes jogadores……….

  7. Bom é o Fernando Diniz que não duraria 1 mês em time grande, tanto é que nunca foi contratado por um. Rebaixou o Audax querendo jogar igual ao Barcelona. Parabéns para ele.

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