Dar vexame vira rotina para Tricolor no Morumbi…

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

O técnico Rogério Ceni, definitivamente, começou a carreira com o pé errado. Nesta quarta-feira à noite, no Morumbi, sofreu o terceiro fracasso seguido na temporada. Desta vez, conseguiu a “façanha” de ser eliminado na Copa Sul americana (ainda na primeira fase) pelo fraco Defensa y Justicia ao empatar em 1 a 1. Gol fora de casa garantiu os hermanos. Clube participou da primeira competição internacional da história e eliminou um “bicho papão” do futebol. Tricolor havia caído frente ao Corinthians (Paulistão) e Cruzeiro (Copa do Brasil). Frustrados, torcedores chegaram a pedir a cabeça do treinador, ex-ídolo e mito no passado. Agora, só resta o Brasileirão para a outrora gloriosa equipe do Jardim Leonor chegar a tão cobiçada Libertadores. Mas se continuar assim, corre o risco de cair para a Série B.

O primeiro tempo parecia um filme de terror. Como um elenco ficou tanto tempo parado (18 dias), apenas treinando, e encontrou tanta dificuldade para enfrentar uma equipe visivelmente inferior, técnica e taticamente? Na verdade, foram cinco minutos brilhantes da equipe de Ceni. Pratto fez até gol impedido. Minutos depois, um “pombo sem asa” no ângulo, golaço de Thiago Mendes. Alegria durou pouco. Falha de marcação pela esquerda, nas costas de Bruno, e Jonas Gutierrez cruzou. Lucão perdeu tempo da bola e Castellani deixou tudo igual: 1 a 1.

Aos poucos, grupo são-paulino se perdeu. Para quê três volantes de marcação? O desastrado Lucão quase marcou contra em lance despretensioso de Bouzat. Atacante argentino pegou o zagueiro tricolor para Cristo. Disparou pela esquerda e fuzilou. Goleiro Renan Ribeiro fechou o ângulo e espalmou. Enquanto isso, ninguém incomodou o goleiro Gabriel Arias em termos ofensivos. Neilton, Pratto e Cuevas ficaram isolados no ataque, esperando passes açucarados. Perderam a viagem.

Na etapa final, era tudo ou nada. São Paulo precisava de uma vitória a qualquer custo. Rogério sacou Neilton e colocou Gilberto. Porém, manteve os volantes Jucilei, João Schmidt e Thiago Mendes no meio-campo. Faltava alguém na armação de jogadas, já que nem Bruno (pela direita) e nem Júnior Tavares (pela esquerda) apoiaram com eficiência. Atrapalhado, treinador tricolino substituiu Bruno por Luiz Araújo. O certo deveria mexer no trio armador. Lucão deu de graça para Elizari dentro da pequena área. Hermano, abestalhado, concluiu em cima de Renan Ribeiro. Goleiro caiu sentado abraçado à pelota, com cara de desespero e alívio.

Luiz Araújo movimentou-se bem no ataque. Criou até boa chance para Cueva, que chutou em cima da zaga. Rios desabou no centro do gramado. Jogadores são-paulinos ignoraram o tal fair play e continuaram o lance. Hermanos não gostaram e foram para cima. Empurra-empurra, ameaças, xingamentos e clima ficou pesado. O inútil peruano Cueva saiu e veio Thomaz. Árbitro perdido. Expulsou técnico Sebastián Beccacece do Defesa y Justicia, que demorou para obedecer o apitador. Nervosos e inseguros, muitos erros de passes, tricolores eram dominados pelos adversários raçudos e cheios de vergonha na cara.

Barboza meteu o cotovelo no rosto de Rodrigo Caio e levou cartão vermelho. Nem isso evitou um dos maiores vexames da história do Tricolor. Defensa y Justicia conseguiu a classificação para a próxima fase da Copa Sul americana. Os 14 mil pagantes vaiaram e muitos pediram a cabeça de Rogério Ceni. Crise total. Vergonha geral.

E assim caminha a mediocridade…

4 comentários

  1. Chora de novo Flávio Prado, que se diz pontepretano, mas não passa de um sãopaulino “enrustido”. Terceira eliminação seguida e agora vai dizer o que?

    PATRÍCIO AUGUSTO CORINTHIANO DOS SANTOS REIS

  2. Acho que o São Paulo deve manter o treinador pelo menos por 5 anos.Só o tempo vai fazer um time campeão, não deve ter pressa.

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