Nenhuma novidade no front

Foto: Divulgação/CBF

Quer saber? Nenhuma novidade no front da Seleção. Nem mesmo a presença de Daniel Alves, tão discutida antes do anúncio do técnico Tite. Mesmo porque nosso ponto fraco está ali, nas laterais, tanto na direita quanto na esquerda.

Assim, se Dani estiver mesmo em boa forma física, como assegura nossa Comissão Técnica, que andou fuçando lá no Barça, onde o craque está treinando, ele pode ser muito útil lá no Qatar. Sobretudo, porque trata-se de um lateral que está acostumado, desde os áureos tempos do Barça, a apoiar por dentro, já que Tite virou a chavinha e passou a utilizar dois pontas autênticos, ou sejam: Rodrygo, Raphinha,  Antony e Vini Jr., à escolha do freguês.

E aqui, sim, teremos novidades no estilo de jogo do nosso time, um meio de campo e ataque mais amplo e leve, compatível com o nosso futebol dos bons tempos.

O diabo é saber como anda a cabecinha de alguns dos jogadores essenciais para que esse modelo tenha êxito. Refiro-me, especialmente, a Raphinha, Antony e Lucas Paquetá, que mudaram de clube e clima outro dia. Nenhum deles conseguiu se firmar como titular nos seus novos times, o que é natural, mas, também, preocupante.

Eis por que Tite deveria ter chamado um carinha feito Scarpa, que voou nesta temporada defendendo o Palmeiras, para equilibrar as opções de meio de campo, o setor mais importante de qualquer grande equipe. Nesse setor – meias de articulação -, só três foram convocados (Paquetá, Everton Ribeiro e Neymar), enquanto quatro volantes (Casemiro, Fabinho, Fred e Bruno Guimarães) têm cadeiras cativas. Desperdício, pois, numa eventualidade extrema, Marquinhos pode exercer essa função.

Assim, Scarpa, que pode cumprir as obrigações de meia-armador, ponta-esquerda e lateral-esquerdo, seria mais útil.

Mas, enfim, o grupo é bom e se todos estiverem nos trinques prevejo uma Copa digna da história brasileira no maior torneio do planeta.

 

6 comentários

  1. Prezado professor Alberto Helena Jr. Há poucos dias te desafiei a dar uma pincelada na convocação, acho que você evitou por preferir não analisar os ovos no orifício da galinha. Agora o gato está solto do saco e realmente estamos levando o arroz feijão para o Qatar. Deixar o Scarpa foi um erro crasso (nenhum outro jogador no Brasil no momento tem mais capacidade e flexibilidade para enfrentar o futebol europeu na armação e colocação da bola na área adversária, e não é surpresa alguma que os europeus acabaram de comprá-lo). Levar um fóssil como o vovô Daniel Alves (com todo o respeito que se deve pelo seu passado distante), foi o próximo erro. Além de que, você tem razão: o pior será misturar esta salada com três dias de treinos na Itália, e poder servi-la à mesa no Qatar. Como sou sempre realista, torcerei para dar certo, mas tenho motivos para temer que a vaca entrará no brejo após os jogos de grupos. Praticamente nenhum dos adversários que estão com chances de chegar à final estão levando salada mista para o Qatar. Todos levam um time matematicamente composto, sem mirabolismos. Assim, vamos mais uma vez ficar à mercê do talento individual e às preces para o Divino nos dar após 20 anos a taça de novo. Se este time conseguir jogar entrosado, será uma verdadeira equipe espírita.

    1. Adendo: Outras objeções que leio dizem respeito ao batalhão de atacantes. Ou o Tite vai fazer rodízio com os atacantes, ou está já apostando que alguns vão se lesionar. Inteligente seria levar jogadores flexíveis como o Gustavo Scarpa que podem ocupar várias posições. Este é o ponto nr. 1. Número dois, me pergunto porque levar a tropa para a Itália, onde a temperatura está caindo (esta semana já está nevando nas montanhas Dolomitas) dia a dia, e depois sair de lá para o calor torrencial do Qatar. Inteligente seria ficar por aqui concentrados no Nordeste, com um clima mais parecido com o do Qatar, e de lá sair já aclimatizados para enfrentar o calor do Qatar. Dá para entender?

  2. Essa convocação não pegou ninguém de surpresa, inclusive a do Daniel Alves, que é o “queridinho” do Tite. Mas muitos se esquecem que no Mundial passado o Tite convocou o Fagner e o Cássio, porque na época eram os queridinhos dele também, já que foi treinador do Corinthians, um pouco antes de ir para a seleção, e os dois só foram lá só pra passear (nem jogaram), e não vi ninguém reclamar disso. Foi injusta a não convocação do Gabigol, concordo, mas o Tite tinha que decidir entre ele e o Pedro. Escolheu o Pedro, e foi uma ótima escolha, porque o Gabigol só se encontrou no Flamengo, na Europa foi um fiasco, lembram-se? Agora, eu vi muita gente querendo a convocação do Cássio em detrimento a do Weverton. Brincadeira de mal gosto, Helena. O Cássio é um bom goleiro, não resta dúvidas, mas só sabe defender. O cara com a bola nos pés é “grosso” prá caramba, é muito lento na reposição da bola, ou seja, só sabe fazer isso mesmo: defender. Ao contrário do Weverton, que além de defender muito bem, sabe sair jogando com os pés e tem uma visão extraordinária na hora de reposição de bola, responsável pela maioria dos contra-ataques do Palmeiras e muitas vezes colocando o atacante na cara do gol. Mas enfim, temos que respeitar, porque afinal estamos em um país livre (ainda) e todos podem ter suas opiniões (ainda)!

    1. Concordo contigo, sobre o Pedro não há dúvidas, ele joga constante em alto nível, enquanto o Gabigol se especializou mais em fazer caretas quando consegue marcar um gol, e não se atrapalhou apenas na Europa, aqui também ele teve altos e baixos. Acho que o Gabigol já estava há alguns meses fora da lista. Em geral, entretanto, minha crítica ao Tite é mais de natureza geral. São muitos marinheiros de primeira viagem, são bons jogadores, mas experiência na seleção eles só têm jogando contra pernas-de-pau da África, ou contra os nossos pernas-de-pau daqui da América do Sul. Parece que o Tite não entendeu, que no Qatar vem outro tipo de calibre como a França, Alemanha, Bélgica e se duvidarmos até mesmo a Sérvia de cara vai dar trabalho. Acho que o novo treinador vai precisar também de uma nova mentalidade.

  3. Vc falou bem sobre os adversários “pernas-de-pau” da seleção brasileira. Ontem mesmo meu filho comentou que o Neymar estava só a 3 gols de igualar o Pelé como artilheiro da seleção e eu
    disse a ele que, além do Neymar ter 30 jogos a mais que o Pelé, aínda o Brasil faz amistosos contra essas seleções fracas onde o Neymar deita e rola. Essa estreia contra a Sérvia vai servir de parâmetro para sabermos como a seleção vai se comportar, mas eu creio que ela vai se dar bem nessa Copa porque os jogadores que ali estão são a “nata” do futebol brasileiro.

  4. O SÃO PAULO É TETRA CAMPEÃO!! Sim, tetra campeão do QUASE! QUASE campeão Paulista. QUASE campeão da Copa do Brasil. QUASE campeão Sul_Americano e QUASE classificado para a Libertadores. Parabéns Rogério Ceni, parabéns diretoria tricolor!

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